Emergências: Cremerj e secretário de Saúde fazem reunião

JB Online

RIO - A reunião do Grupo de Trabalho sobre Emergência (GTE) do Cremerj, nesta terça-feira, às 12h, na sede da entidade, terá a participação do secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, que vai apresentar o planejamento da nova gestão para as emergências dos hospitais públicos da cidade. Já o Grupo de Trabalho sobre Emergência (GTE) vai apresentar oito importantes recomendações para que se atinja um nível adequado de trabalho e assistência na rede pública. Tais recomendações foram discutidas e atualizadas pelo GTE, a partir da pesquisa apresentada no VIII Congresso de Hospitais de Emergência do Cremerj, em 2008.

Criado em 1995 pelo Cremerj, o Grupo de Trabalho sobre Emergência (GTE) é formado por chefes das emergências dos hospitais públicos do Rio de Janeiro e realiza reuniões periódicas para analisar as necessidades e definir soluções para o melhor funcionamento das unidades públicas do Rio de Janeiro. O Cremerj, ao longo desse tempo, realizou três grandes pesquisas sobre a situação do médico e das emergências.

O GTE teve a missão de diagnosticar a situação, determinar o nível de complexidade, perfil e hierarquização das Emergências, estabelecendo, assim, os recursos físicos, materiais e humanos pertinentes, sendo consolidados no Documento: Normatização dos Serviços e Reorganização do Subsistema de Emergência do Estado do Rio de Janeiro e regulamentado pela Resolução CREMERJ n. 100/96. Esta resolução define as normas mínimas para o atendimento de urgências e emergências no Estado do Rio de Janeiro.

Com o avanço dos estudos e pesquisas do GTE, algumas situações referentes ao perfil do médico e das emergências ficaram evidenciadas, como: as condições de trabalho, salários, carência de recursos humanos, superlotação, o atendimento de pacientes não emergenciais, a falta de treinamento adequado dos componentes de uma Equipe de Emergência, a falta de referenciamento (regulação), porta de saída e, conseqüentemente, as angústias no relacionamento dos médicos com os pacientes, com os colegas de plantão, com o staff do Hospital, no recebimento dos pacientes ou na transferência dos mesmos. Estas questões hoje fazem parte de qualquer debate sobre o tema.

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