Começam as obras de limpeza do Canal do Cunha

Fernanda Thurler, JB Online

RIO - Foi dado o primeiro passado para a despoluição do Canal do Cunha, no Fundão. Serão investidos R$ 185 milhões - verba da Petrobras - no desassoreamento de canais, obras urbanismo, saneamento e reforço das pontes. Serão dragados 2,2 milhões metros cúbicos de material de uma área de 6,5 quilômetros de extensão.

- Todo o esgoto do Fundão e do complexo da Maré vão ser tratados na Estação de Alegria. Vamos construir também ecobarreiras para evitar que o canal entupa daqui a 10 anos - acrescentou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A obras tem previsão de dois anos. Foram realizados estudos detalhados do solo e análise dos sedimentos em 107 pontos da região. Constatou-se a presença de metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio, antinômio. A camada contaminada com os metais pesados passará por um processo de separação de areia. Após esse procedimento, os sedimentos restantes serão dispostos em cápsulas de geotextil. A água, completamente limpa, retornará para a Baía de Guanabara.

- Existem alguns locais em que a profundidade do canal é de 40 centímetros. Com o desassoreamento, pode chegar a 4,5 metros. Como vai aumentar o escoamento de água, os pilares da Linha Vermelha terão de ser reforçados - afirmou o governador Sérgio Cabral.

A Secretaria do Ambiente fará novas intervenções na região com a construção de três píers para os pescadores, horto e sede para cooperativas de catadores, com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam).

- Vai melhorar a qualidade de vida dos moradores, vai mudar a porta de entrada da cidade e é uma questão fundamental para o Rio sediar os Jogos Olímpicos de 2016 - apontou a secretária do Ambiente, Marilene Ramos.

O prefeito Eduardo Paes, que também participou do evento, anunciou parceria:

- A prefeitura vai ficar responsável pela urbanização do entorno do Canal do Cunha.

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