Sabotagem em equipamento da Serla começa a ser investigada

JB Online

RIO - A pedido da secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, um inquérito foi aberto na 134ª. Delegacia Policial de Campos, para começar a investigar a sabotagem em uma máquina da Serla, órgão da Secretaria Estadual do Ambiente. O crime por pouco não impediu a explosão de um dique irregular no município, que estaria potencializando os efeitos das enchentes no município, no Norte Fluminense.

Peritos e o delegado Marcos Vinícios estiveram no local da sabotagem, onde uma máquina e uma draga flutuante tiveram suas mangueiras hidráulicas cortadas e o motor danificado com areia. Moradores do entorno da Lagoa Feia vão prestar depoimentos sobre o caso. O empresário Ari Peçanha, dono da propriedade onde está o dique, também será chamado para prestar esclarecimento sobre a sabotagem.

O promotor de Direitos Difusos do Ministério Público estadual, Marcelo Lessa, afirmou que, além do inquérito policial, vai propor ações para que os responsáveis pelos diques irregulares respondam por crimes ambientais.

Na noite de domingo, técnicos da Serla exploram mais um dique em Campos, na propriedade de Schyla Martins, na Ilha dos Carães. Seguindo determinação da Justiça, este é o terceiro dique irregular que a Serla destrói no município. Na noite do último sábado, o dique próximo à ilha dos Fernandes, de propriedade de Ari Peçanha, foi dinamitado e, há 14 dias, outro dique, na Fazenda do Louro, também foi explodido.

Além da destruição de diques por meio de explosivos, a Serla chegou a realizar, na última sexta-feira, com equipamentos hidráulicos, o rompimento de dois pontos do dique irregular do fazendeiro Bemerval Queiroz, localizado na Lagoa Feia.

O presidente, o vice e o diretor de Obras da Serla, respectivamente Luiz Firmino Pereira, Carlos Abenza e Écio Ribeiro, vistoriaram, também neste final de semana, o município de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, onde o nível das águas começa a baixar, para determinar as intervenções a serem realizadas. Eles fizeram um sobrevôo na cidade de Campos para avaliar os problemas do Rio Paraíba do Sul. No Dique do Viana, uma força-tarefa do órgão atua para evitar o transbordamento de água, utilizando materiais como pedras para restaurar a parte erodida da estrutura. Por recomendação de estudos da COPPE/UFRJ, a Serla realizará também uma nova operação com explosivos no Dique do Louro.