Resultados dos exames do sul-africano ficam prontos na próxima semana

JB Online

RIO - O Ministério da Saúde divulgou nota informando que os laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão realizando três exames para diagnosticar a doença febril hemorrágica que causou o óbito do engenheiro sul-africano, de 53 anos: sorologia - para um indicativo de diagnóstico; PCR - método de biologia molecular, altamente sensível, para identificar material genético do agente causador da doença; e Exame histopatológico - realizado em fragmento de fígado do paciente. O resultado deve ficar pronto no início da próxima semana. Caso necessário, segundo o informativo, serão realizados exames complementares.

O Ministério da Saúde reforça ainda que avaliação preliminar descartou as possibilidades de DENGUE, MALÁRIA e EBOLA. Ainda estão sendo investigadas as hipóteses de HANTAVIROSES, HEPATITES e LEPTOSPIROSE, além da infecção por ARENAVÍRUS. O Ministério da Saúde enviou ao Rio de Janeiro cinco epidemiologistas de campo, da Unidade de Respostas Rápidas da Secretaria de Vigilância em Saúde, que estão investigando o caso em parceria com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde.

Os profissionais de saúde dos dois hospitais por onde o paciente passou - Barra D'Or e Casa de Saúde São José - já foram identificados e estão sendo monitorados por exames clínicos e laboratoriais. O ministério rechaça a realização de quarentena, porque o contágio acontece apenas após o aparecimento dos sintomas. O período de incubação do vírus varia de sete a 16 dias. Nos últimos 10 anos, foram detectados 16 casos de infecção de estrangeiros por vírus semelhantes, durante viagens a países da África. Em nenhum desses casos houve relatos de transmissão entre humanos.

O corpo do engenheiro está acondicionado em caixão de zinco lacrado, permanecerá no necrotério da Casa de Saúde São José, em sala também lacrada, até a definição de seu destino.