Homenagem ao Dia do Samba reúne 60 mil em reverência à Candeia

Eloísa Leandro, Jornal do Brasil

RIO - Às 19h desta segunda, em ponto, partiu da Central do Brasil, o Trem do Samba, que em sua 13ª edição pela comemoração do Dia Nacional do Samba reverenciou o sambista Candeia. Ao todo, cinco trens partiram com destino à estação de Oswaldo Cruz. Lá, sambistas e baterias das escolas de samba se apresentaram em diversas rodas para uma platéia estimada em 60 mil pessoas.

Entre os músicos presentes estavam os compositores Marquinhos da Oswaldo Cruz, Nelson Sargento e Walter Alfaiate. A bateria do mestre Faísca e as velhas guardas da Portela, Vila Isabel, Mangueira, Salgueiro e Império Serrano também participaram. O presidente da Velha Guarda do Império Serrano, José Luiz Costa Ferreira, aplaudiu a homenagem à Candeia e o evento.

Essa homenagem é mais do que merecida. O samba é a música mais popular no país.

Em Oswaldo Cruz, três palcos foram montados. No primeiro, se apresentaram nomes como Noca da Portela, Almir Guineto, Tia Doca e Marquinhos de Oswaldo Cruz. O segundo teve shows com baterias das escolas de samba. Na Rua Átila da Silveira, o terceiro palco recebeu sambistas como Mauro Diniz, Dorina e D. Ivone Lara.

Se as atrações foram de peso, a desordem também. Além do engarrafamento no entorno das ruas de acesso aos palcos, os ambulantes fizeram a festa. Erinaldo Alcântara saiu de Bangu para faturar algum.

Pretendo faturar só com a venda de refrigerante, água e cerveja.

Vilma Trindade, uma das fundadoras da festa, mostrou que o samba não está imune à crise financeira, tendo perdido 50% dos investimentos do ano anterior.

No ano anterior conseguimos mais dinheiro.

A festa popular, lamenta o principal fundador do Trem do Samba Marquinhos da Oswaldo Cruz, sente a falta do apoio do Ministério da Cultura.

O evento vem crescendo a cada ano, mas lamento muito ele ser pouco estimulado pelo Ministério da Cultura. Eles tinham que dar mais incentivo, já que o samba é patrimônio cultural do Brasil.

A futura prefeitura estava representada por Jandira Feghali (PCdoB), que vai assumir a Secretaria das Culturas.

Esse evento representa a linguagem cultural que atravessa gerações. O samba é muito forte - ponderou Jandira.