Trem do Samba espera 60 mil pessoas e celebra dia nacional do samba

Eloisa Leandro, JB Online

RIO - [p]Começou às 17h o samba na Central, preparando para embarcar no Trem do Samba, que sai às 19h. A 13ª edição do evento comemora o dia nacional do samba e reverencia o sambista Candeia, que completa 30 anos de morte esse ano. Serão cinco trens que sairão entre 19h e 20h, com destino a estação Oswaldo Cruz. No destino final, sambistas e as mais consagradas batérias das escolas de samba vão se apresentar para uma platéia prevista de 60 mil pessoas.[p]

[p]Vão tocar o principal fundador do evento e compositor Marquinhos da Oswaldo Cruz, a bateria do mestre Faísca, os sambistas Nelson Sargento, Válber Alfaiate, Nadinho da Ilha e Xangô e as velhas guardas da Portela, Vila Isabel, Mangueira, Salgueiro e Império Serrano. O presidente da velha guarda do Império Serrano, José Luiz Costa Ferreira, aplaudiu a idéia.[p]

[p]- Essa homenagem é mais do que merecida. O samba é a música mais popular no país - afirmou Ferreira.[p]

[p]O prefeito eleito Eduardo Paes (PMDB) prometeu comparecer e deve marcar presença no primeiro vagão, junto com a velha guarda da Portela, sua escola de samba preferida. Os ambulantes também fazem a festa. Erinaldo Alcântara foi de Bangu para a Central, não só para curtir o evento, mas também para faturar algum.[p]

[p]- Já consegui faturar R$ 100, a concorrência está apertada. Mas pretende ganhar R$ 250 só com a venda de refrigerante, água e cerveja gelada - anuncia o ambulante.[p]

[p][b]Crise financeira[/b][p]

[p]Vilma Trindade, uma das fundadoras da festa, mostrou que o samba também está imune à crise fincanceira, tendo perdido 50% dos investimentos do ano anterior.[p]

[p]- Este ano tivemos problema em arranjar patrocínio. No ano anterior conseguimos mais dinheiro com os patrocinadores do que esse ano, por causa da crise - lamentou Vilma, mostrando que sempre tem um lado positivo. - Quando começou era apenas um vagão. Hoje vem muito mais gente prestigiar o Trem do Samba.[p]

[p]A festa conta com o apoio da SuperVia, Governo Federal, Caixa Econômica, RioTur, Prefeitura, Petrobrás e Lei Rouanet. Entretanto, o principal fundador do Trem do Samba Marquinhos da Oswaldo Cruz sente falta do apoio do Ministério da Cultura.[p]

[p]- O evento vem crescendo muito nos últimos anos e vem recebendo incentivo dos poderes, Mas lamento muito ele ser pouco estimulado pelo Ministério da Cultura. Eles tinham que dar mais incentivo, já que o samba é patrimônio cultural do Brasil - reclamou o compositor.[p]