Plataforma P-53 começa a produzir na Bacia de Campos

JB Online

CAMPOS - A plataforma P-53, primeira unidade de produção instalada no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, começou a operar neste último domingo. Mais que uma nova unidade de produção de petróleo e gás, essa plataforma é uma nova conquista da indústria naval brasileira: 75% de seu conteúdo foram bens e serviços fornecidos pela indústria nacional.

Incluída no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, a construção da P-53 gerou cerca de 4.500 empregos diretos e 15 mil indiretos no Brasil. Estratégica para garantir a manutenção da auto-suficiência nacional em petróleo, a P-53 tem capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo do tipo pesado, de 20 graus API, por dia, e comprimir até 6 milhões de m³/d de gás.

A produção de petróleo dessa nova plataforma será escoada para terra por navios-petroleiros, com o auxílio da Plataforma de Rebombeio Autônomo PRA-1 e do FSO Cidade de Macaé. Ela atingirá o pico de produção no primeiro semestre de 2010.

Parte do gás produzido será consumida pela própria plataforma, como combustível para geração elétrica, e o restante será exportado para terra pela malha de gás da Bacia de Campos.A P-53 está ancorada em local onde a profundidade d´água de 1.080 m e a 120 km da costa.

Construída a partir da conversão do navio-petroleiro português Setebello, ela será interligada a 21 poços, sendo 13 produtores de petróleo e gás e oito injetores de água. A P-53 está equipada com o sistema "turret" (torre receptora das linhas flexíveis de produção, injeção, oleoduto e gasoduto e das linhas de ancoragem), com 26 metros de diâmetro e capacidade para receber até 75 linhas flexíveis.

A construção da plataforma, segmentada em módulos, foi contratada às empresas Keppel Shipyard, responsável pela conversão do casco e montagem do "turret"; SBM, que ficou encarregada do projeto e suprimento do "turret"; Rolls-Royce, responsável pelo módulo de geração de energia; DRVA, consórcio das empresas Dresser Rand e Vetco Aibel, que construiu o módulo de compressão; e QUIP S.A., consórcio formado pelas empresas Queiroz Galvão, Ultratec e IESA, responsável pelos módulos de separação de petróleo, tratamento de gás e utilidades, além da integração de todos os módulos ao navio.

A obra de integração da P-53 foi realizada, pela primeira vez, no estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, contribuindo para reaquecer as atividades industriais de uma área há muito ociosa.

Nos próximos seis meses entrarão em operação outras quatro unidades de produção da Petrobras. Elas serão instaladas nas bacias de Campos, Espírito Santo e Santos e contribuirão, também, para o crescimento da produção de petróleo e gás da companhia e do país.

São elas:

. Plataforma P-51, no Campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos;

. FPSO Cidade de Niterói, no Campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos;

. FPSO Cidade de São Mateus, no Campo de Camarupim, na Bacia do Espírito Santo;

. FPSO BW Peace, no Campo de Tupi, no Pólo do Pré-Sal da Bacia de Santos.