Pezão recebe propostas de empresários para PAC

JB Online

RIO - O governador em exercício Luiz Fernando Pezão recebeu das mãos do presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Olavo Monteiro de Carvalho, nesta quarta-feira, quatro volumes com propostas de ações para a dinamização econômica de comunidades carentes atendidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os documentos foram elaborados pela ACRJ em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) e Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade (Iets).

Dos documentos, dois são de estudos que fundamentaram o Plano de Dinamização Econômica para as Comunidades Atendidas pelo PAC: um contendo pesquisa coordenada pela Macroplan e outro, um diagnóstico sócio-econômico das áreas beneficiadas pelo PAC, coordenado pelo Iets. O terceiro documento é o próprio plano de dinamização econômica e o quarto um conjunto de apresentações com a síntese do plano e com as duas propostas de redução da informalidade e formalização de empresas e a implantação de uma rede de empreendedorismo nessas comunidades.

O Plano de Dinamização Econômica apresentado pela ACRJ contempla diferentes ações destinadas a incentivar a entrada de micro e pequenas empreendedores no mercado formal, a oferecer condições para a promoção e crescimento dos negócios já formalizados e a atração de empresas de médio e grande portes para o entorno das áreas atendidas pelo PAC. O plano faz parte das ações do Fórum Rio, iniciativa da ACRJ lançada em 2007 para promover melhorias ao ambiente de negócios no Rio de Janeiro, com ênfase nas micro e pequenas empresas.

Segundo Pezão, por entender que não basta realizar essas obras sem criar condições para o desenvolvimento sócio-econômico das comunidades carentes, o governador Sérgio Cabral instituiu um grupo de trabalho, coordenado pela Casa Civil, com a finalidade de preparar um projeto de lei propondo facilidades fiscais e tributárias para a legalização das micro e pequenas empresas existentes nessas comunidades e para atrair grandes e médios empreendimentos comerciais e industriais para essas áreas, gerando emprego e renda informou Pezão.

O governador em exercício contestou a tese de que empresas saíram do Rio ou não se instalam no estado por causa da violência. Para ele, a culpa maior é da resistência dos governos em aplicar uma política tributária atrativa aos empreendedores e empresários que preferiram outros estados e cidades que lhes ofereceram melhores condições fiscais.