Depoimento de Álvaro Lins é adiado por falta de testemunhas

Vladimir Platonow, Agência Brasil

RIO - O depoimento do ex-chefe de Polícia do Rio de Janeiro, Álvaro Lins, à Corregedoria de Polícia Unificada, previsto para esta quarta-feira, foi adiado por falta de testemunhas. Dois delegados que iriam prestar esclarecimentos sobre a participação de Lins no esquema de loteamento de delegacias não compareceram.

Com isso, o ex-chefe de Polícia permaneceu calado e voltou ao Presídio de Bangu 8, onde está preso. Para seu advogado, Hariman Araújo, não existe qualquer prova que incrimine seu cliente.

- Não tem nos autos do processo administrativo nenhum ato concreto praticado por ele que se possa imputar de ilícito, seja administrativo ou criminal - sustentou.

Lins chegou à sede da corregedoria, no Centro, no início da tarde, escoltado por policiais e vestindo o uniforme de presidiário, uma camiseta branca e calça azul.

Álvaro Lins teve o mandato de deputado estadual cassado e agora pode ser demitido do serviço público. Ele foi preso pela Polícia Federal no último dia 29 de maio, durante a Operação Segurança Pública S/A, mas como ainda era deputado foi solto.

Depois da cassação, no dia 15 deste mês, ele teve a prisão preventiva decretada no dia 16 e se entregou na sede da Polícia Interestadual e de Capturas (Polinter), na Zona Portuária do Rio de Janeiro, três dias depois. Da Polinter, ele foi encaminhado para o presídio de segurança máxima Bangu 8, no Complexo de Gericinó.