Sessão de depoimento de testemunhas de Álvaro Lins na Alerj é suspensa

Denise de Almeida, JB Online

RIO - A sessão marcada pelo Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) para recolher os depoimentos das testemunhas de defesa do deputado Álvaro Lins (PMDB) foi suspensa nesta sexta-feira e remarcada para a próxima quarta-feira. O defensor dativo do deputado, advogadoYuri Sahione, questionou a comissão funcionar durante o recesso parlamentar, iniciado 1º de julho, alegando que só Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Comissões Especiais ou de Representatividade.

Ainda segundo o defensor, a Alerj não intimou as testemunhas, apenas notificou pelo Diário Oficial e por se tratar de policiais, bombeiros e funcionários públicos teria que ter uma forma especial de convocação .

- Existe uma formalidade. Eu não posso e pegar as pessoas pelo braço e traze-las para cá alegou Yuri Sahione.

O defensor de Álvaro Lins protocolou um recurso na Comissão de Constituição e Justiça depois de fazer as alegações à comissão. Perguntado se Álvaro Lins e as testemunhas iriam depor na próxima quarta o advogado respondeu que vai ver o que vai acontecer . Lins tentou mais uma vez atrasar os trabalhos não apresentando endereços em sua defesa por escrito os endereços das suas testemunhas.

- Vamos ver na hora se os trabalhos vão ser desenvolvidos. O processo não pode ser nulo. A defesa quer apresentar sua defesa garantindo os processos constitucionais. Não vão ser três semanas que vão fazer diferença no processo disse Sahione.

A deputada federal Marina Magessi (PPS) veio de Brasília, se apresentou para depor, mas a defesa do deputado recomendou que ela não prestasse depoimento. A comissão de Ética vai oficiar ao Felix Pacheco com o pedido de fornecer a folha de antecedentes criminais de Luiz Carlos dos Santos, Luciana Golvea e Vanda Oliveira. Além disso, vai pedir todos os ofícios onde constam denúncias de irregularidades na delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

O presidente da Comissão de Ética, Paulo Melo (PMDB), disse que vai intimar oficialmente todas as testemunhas de defesa, já que o defensor dativo apresentou nesta quinta-feira os endereços das testemunhas.

- A defesa é um direito que agente exerce ou não. O Álvaro Lins apresentou uma defesa prévia muito bem elaborada, com mais de 100 páginas. Eu acho é que o representado e o defensor manobram para obstruir e postergar o processo. Eles sabem mais do que ninguém que o roll das testemunhas tem que vir com a qualificação completa. Se Marina Magessi veio é porque foi comunicada. Isso não é bom para ninguém concluiu Paulo Melo.

Entre as testemunhas apontadas estão: o ex-comandante da PM, coronel Hudson Aguiar, o ex-secretário de Segurança Pública do Rio, Josias Quintale a jornalista Débora Farah.

Álvaro Lins foi preso no final de maio deste ano, durante a operação Segurança Pública S/A, da Polícia Federal. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção passiva. O parlamentar é suspeito de participar de esquema que oferecia segurança a contraventores em troca de dinheiro.

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