FIA localiza 84% das crianças desaparecidas em 12 anos

JB Online

RIO - A Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) registrou 2.695 desaparecimentos em 12 anos de atividades - 76% das crianças fugiram por causa de violência familiar, 10% se perderam e 8% foram seqüestradas. Nesse período, 84% dos desaparecidos foram encontrados.

Segundo registros da fundação, sete em casa dez desaparecimentos acontecem nos municípios de São Gonçalo, na Região Metropolitana, e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

A angústia dos familiares das crianças desaparecidas é difícil de suportar e a espera por notícias e pelo reencontro de filhos, sobrinhos e netos traz sofrimento e desespero. Famílias buscam apoio da FIA para localizar seus filhos, mas muitos casos se prolongam por anos. A fundação tem um banco de dados com fotografias que ajudam na identificação das vítimas. Também disponibiliza os telefones 2286-8387 e 100, que devem ser acionados por qualquer pessoa que tenha informações sobre crianças desaparecidas.

A FIA cadastra todas as crianças e adolescentes desaparecidos, mas orienta as famílias a também procurarem a polícia:

- Existe uma lei federal que garante o registro policial imediato e buscas à vitima. Aquela cultura de esperar 48 horas depois do desaparecimento para a polícia dar início às operações de busca não existe. Os familiares devem procurar a delegacia mais próxima do bairro e fazer o registro de ocorrência policial para que o trabalho comece imediatamente - explicou o gerente do SOS Desaparecidos, Luis Henrique Oliveira.

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