Serla contesta acusações do Crea

JB Online

RIO - A presidente da Serla, Marilene Ramos, defendeu-se das acusações feitas pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea), nesta quinta-feira, de que as ecobarreiras seriam uma das principais causas da epidemia de dengue no Rio.

Segundo Marilene Ramos, não há base técnica para esta afirmação. Segundo a engenheira sanitarista da Serla, Carmen Lucariny, não foram encontradas larvas do mosquito da dengue nas ecobarreiras, que são inspecionadas toda segunda-feira.

As inspeções da Serla são feitas às segundas e, às terças, é realizada uma reunião para discutir novas medidas. Na reunião passada, foi agendada, entre outras iniciativas, a solicitação à RioÁguas, responsável pela ecobarreira do Arroio Fundo, em Jacarepaguá, seu dessassoreamento. Apesar de ser administrada pela prefeira, a Serla retira semanalmente gigogas e lixo desta e das demais ecobarreiras.

A Serla informa ainda que dos 50 operadores das ecobarreiras, apenas um contraiu dengue, porque mora em área de risco.

Segundo a Serla, as ecobarreiras ajudam na coleta de lixo feita pela Comlurb nas comunidades carentes e contribuem ainda nas ações de educação ambiental, uma vez que por meio delas são feitas pesquisas para verificar a origem dos resíduos retidos, separados e encaminhados para reciclagem.

Apesar de não ter sido constata a existência de larvas, o órgão decidiu fazer aplicações de cloro e outros produtos nas ecobarreiras.