Temporão desaprova a falta de colaboração de médicos do Rio

Cecília Abreu, JB Online

RIO -

Na manhã deste terça-feira, em entrevista à Rádio Tupi, o ministro da Saúde José Gomes Temporão qualificou como uma atitude eticamente questionável a falta de adesão e cooperação de médicos do Rio em um momento de epidemia.

Ao ser questionado por um ouvinte porque os problemas salariais dos médicos não foram resolvidos, Temporão considerou a reivindicação da classe como algo inapropriado para o momento.

- Os médicos do Rio realmente não têm salários altos. Mas agora não é o momento de discutir esta questão. Considero isto como uma postura eticamente questionável. Sem dúvida, temos que pagar bem a estes profissionais, mas precisamos da adesão e colaboração de todos declarou.

O ministro considerou positivo os primeiros resultados da inauguração dos hospitais de campanha.

- Através das tendas estamos diagnosticando a doença mais precocemente. Dessa forma reduzimos a mortalidade, porque podemos agir no início da doença. Já abrimos postos que atendem até 2000 pessoas por dia e até o final do ano abriremos mais 24 unidades na Baixada Fluminense.

Temporão lembrou que na manhã desta terça-feira acontece a inauguração de 90 leitos no Hospital de Anchieta, na Zona Portuária do Rio e posteriormente, mais 100 leitos no Hospital Santa Casa de Misericórdia, no Centro da cidade.

Ano de eleição pode desacelerar combate ao mosquito

O ministro declarou que teme que em ano eleitoral vários projetos de prevenção da dengue percam força. Ele ainda disse que está entrando em contato com os governantes estaduais, municipais, para que as campanhas tenham prosseguimento não só no Rio de Janeiro, mas em outros estados. O ministro espera que todos os governantes municipais e estaduais trabalhem em conjunto, para que a situação do Rio não aconteça em outros estados.

Temporão afirmou que o mês de abril ainda terá números altos, uma situação preocupante, mas acredita que nos meses seguintes se comece a 'virar a página dessa história do Rio'.