Dengue: População perde a paciência com atendimento nos hospitais

JB Online

RIO - O drama vivido por pacientes com suspeita de dengue nas filas de espera dos hospitais públicos do Rio vem tirando a paciência de muitos cariocas . O motorista do jornal O DIA, Marcelo Sant´Ana, conseguiu que o menino Robson Leonardo dos Santos, de quatro anos, fosse atendido no Hospital Federal Lourenço Jorge, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, na tarde deste domingo, após invadir a enfermaria da unidade com a criança no colo.

A mãe do menino aguardava atendimento desde o início da manhã de domingo. Somente com a atitude do motorista do jornal e após quatro horas de espera, é que Robson conseguiu ter o sangue colhido para exame. No entanto, a criança e a mãe, Kelly dos Santos, de 20 anos, tiveram que aguardar pelo menos por mais duas horas, tempo estimado pelo hospital para a emissão do resultado.

A demora no atendimento no Hospital Cardoso Fontes foi justificada pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde (MS) no Rio, devido ao tempo levado para a coleta dos exames dos pacientes e pelo rigor que vem sendo tratado os casos em que há suspeita de dengue. Os pacientes só estariam sendo liberados após os resultados, o que acabaria superlotando a unidade. O número de atendimentos, ainda segundo a assessoria de imprensa, teve um aumento de cerca de 300% só no mês de março.

No Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste, os nervos do promotor de vendas Mário Bezerra da Silva, de 47 anos, afloraram. a peregrinação dele a unidade na busca de atendimento ao filho Leonardo, de apenas um ano e três meses, com suspeita de dengue, começou na sexta-feira. Na ocasião, Mário foi orientado a retornar no domingo, já que não havia ninguém do setor de pediatria.

Ao voltar, na manhã deste domingo, a situação era a mesma. Irritado, Mário tentou agredir o médico de plantão do hospital. No acesso de fúria, o promotor de vendas chegou a quebrar uma das portas.