Rio tem déficit de 12,7 mil policiais civis

Ernani Alves, Portal Terra

RIO - A Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalha com menos da metade do efetivo necessário. Atualmente, a instituição tem 10.077 profissionais em atividade e 12.706 vagas disponíveis. Os dados constam em um documento da Divisão de Recursos Humanos com data do dia 31 de janeiro de 2008.

O cargo de inspetor de polícia é o mais deficitário com a necessidade de 5.886 novos agentes. Para oficial de cartório, há 3.091 vagas e investigador, 2.625. De acordo com informações do Sindicato dos Policiais Civis, as delegacias do interior fluminense são as mais afetadas, principalmente as da região dos Lagos.

Ainda segundo o Sindicato, servidores de outras áreas do Estado vêm sendo lotados nas unidades para suprir a ausência de policiais e o número de crimes esclarecidos é inferior a 5% do casos registrados por ano.

No setor de apoio técnico-científico, faltam 78 peritos legistas, 237 peritos criminais, 280 papiloscopistas, 105 técnicos de necrópsia e 73 auxiliares de necrópsia. O Rio de Janeiro tem 526 delegados na ativa, sendo 418 homens e 108 mulheres. Ainda são necessários outros 319 profissionais.

O Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, admite a falta de efetivo publicamente, mas não diz quantas contratações são necessárias. No final do ano passado, o chefe de polícia, Gilberto Ribeiro, anunciou que o objetivo é contratar 5 mil homens até 2010, o que resolveria apenas parte do problema.

"Estamos pleiteando um número maior para contratação, que não somente as 1.054 vagas já autorizadas pelo governo. A expectativa é que, por ano, ocorra a contratação de 1.500 novos policiais. Temos necessidade e estamos trabalhando para que isso seja realizado", explicou Ribeiro.

Cerca de 230 alunos formados pela Academia de Polícia (Acadepol) aguardam efetivação. Eles foram aprovados em concurso público, há dois anos, fizeram o curso de agente, inclusive com manuseio de armas, mas ainda não foram contratados.