Iphan esclarece reformas em Centro Histórico de Petrópolis

Bruno Machado, JB Online

PETRÓPOLIS - A construção do Mercado 13 de Maio e a criação de um centro de comercial onde funcionava a antiga Fábrica São Pedro de Alcântara dividem os moradores de Petrópolis. Nesta sexta-feira, o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) Carlos Fernandes Andrade fez uma coletiva para rebater as críticas feitas à aprovação do projeto restauração do centro histórico da cidade. Andrade esclareceu que o instituto não é o responsável pela liberação das atividades, que serão desenvolvidas nos imóveis, e que concordou com as mudanças sob a ótica técnica.

- O Iphan analisa tecnicamente e autoriza a construção de acordo com a massa unificada informou Andrade.

O projeto de reforma da casa em estilo modernista onde será o erguido o mercado está em fase final de ajustes, depois de serem apresentadas oito versões ao Iphan. Os proprietários têm o prazo de dois anos para iniciar as obras. Mas, Andrade informa que a prefeitura de Petrópolis ainda não se pronunciou a respeito das intervenções. O superintendente avisa que é a lei mais restritiva que prevalece e, dependendo do parecer da prefeitura e do Estado, a obra poderá ser suspensa.

As casas de Petrópolis são grandes e precisam sofrer adaptações para o uso comercial

O Iphan determinou que a nova edificação, que abrigará o mercado, não ultrapasse três andares. Apesar de o terreno ser próximo à Catedral de Petrópolis, não é tombado, e por isso, não impede a obra.

Antes analisar a construção do Centro Comercial, na Avenida Central, o Iphan resolveu pedir ao Ministério Público que fizesse uma audiência pública sobre o tema.

- Entendemos que uma intervenção daquele porte necessitaria de uma audiência pública - justificou

José Luiz Lima, da ONG Instituto Civis, contesta as declarações de Andrade. Segundo José Luiz, o parecer do Iphan não pode restringir-se à técnica e tem de levar em consideração a opinião da comunidade. José Luiz é contra a reforma e diz que as construções vão descaracterizar o centro histórico.