Coderte cobra R$ 40 milhões a empresas de ônibus

JB Online

RIO - 'Soluções simples, para situações aparentemente complicadas'. Essa é a síntese do conceito do novo modelo de gestão em implantação na Coderte. Apresentada pelo presidente da estatal Ronaldo Francisco e aprovada pelo governador Sérgio Cabral, a inovação tem como foco transformar a empresa, atualmente mera administradora de terminais rodoviários e áreas de estacionamento, em fomentadora da construção e implantação dessas unidades, na capital e interior do estado.

Como primeiro passo, dentro dessa nova ótica, Ronaldo Francisco ressalta a celebração de convênio com o Serasa visando a negativar junto a instituições de crédito àqueles que devem à Coderte. A título de ilustração dessas dívidas, o presidente da empresa ressaltou que o débito para com a estatal por parte de algumas empresas de ônibus chega a R$ 40 milhões.

Responsável pela construção de 21 estações rodoviárias, desde a sua criação, em 1985, a Coderte atualmente administra apenas nove. As demais foram municipalizadas, sem que gerem um centavo de receita para a empresa, que ainda arca com custos operacionais de algumas delas. No novo modelo de gestão esses terminais rodoviários serão gradativamente retomados e, posteriormente, através de processo licitatório, passados à iniciativa privada, sob a modalidade de concessão onerosa.

Com isso, a Coderte livra-se dos custos, passando a receber dos administradores particulares um percentual da receita bruta obtida em cada um deles. Esse dinheiro possibilitará, então, a construção de novos terminais rodoviários em cidades onde, atualmente, os ônibus têm pontos final e de partida ao relento, ou em instalações impróprias, não condizentes com os dias atuais. Hoje, as rodoviárias sob responsabilidade da Coderte, no conjunto, registram por ano, perto de sete milhões de viagens, transportando 218 milhões de passageiros em 302 linhas, pertencentes a 89 empresas de ônibus.