Temos uma polícia conduzida pelo mais do mesmo, diz antropóloga

Jaime Gonçalves Filho, JB Online

RIO - Professora da Universidade Candido Mendes e diretora do Instituto Brasileiro de Combate ao Crime (IBCC), a antropóloga Jaqueline Muniz diz que a exoneração do coronel Ubiratan Angelo serve como alerta do que pode ocorrer quando o governo não se possui uma política de segurança pública clara, cabal e objetiva .

O coronel Ubiratan Angelo foi exonerado, na manhã desta terça-feira, do comando da Polícia Militar do Rio. A queda do comando acontece após uma série de incidente na corporação que enfraqueceram Ubiratan e irritaram o governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Segundo a antropóloga, a exemplo de Ubiratan, o novo comandante-chefe da Polícia Militar pode ficar à mercê de 'atitudes intempestivas', já que o governador Sérgio Cabral não explicita claramente os rumos a serem seguidos.

- Dessa forma, o comando é tomado por uma instabilidade, fica vulnerável e inseguro. O que tem acontecido é que tem se trocado a política de segurança pela política de policiamento, vazia afirma Muniz. Assim, temos uma polícia que é conduzida pelo próximo fato de terror, o novo crime da esquina, o mais do mesmo.