Iphan e governo do Rio discutem melhoria de segurança em museus

Agência Brasil

RIO - Representantes da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reuniram-se nesta sexta-feira para discutir a proposta de convênio entre as duas instituições para aumentar a proteção de museus e centros culturais do Iphan.

A proposta já tramitava na secretaria havia quase dois anos. O diretor do departamento de Museus e Centros Culturais do Iphan, José do Nascimento Júnior, afirma que após os incidentes ocorridos no Museu Chácara do Céu, em Santa Teresa, a segurança nos museus do Rio foi reforçada.

No carnaval de 2006, homens armados entraram no Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro. Eles renderam os vigias e oito visitantes e roubaram telas dos artistas Salvador Dalí, Henri Matisse, Pablo Picasso e Claude Monet.

Segundo Nascimento, apesar desse incidente e do furto de dois quadros no Museu de Arte de São Paulo (Masp), no final do ano passado, a visão do Brasil no exterior continua boa com relação à questão da segurança nos museus. - Segundo a análise de instituições internacionais, a qualidade das estruturas dos museus brasileiros está de acordo com os padrões internacionais - garantiu.

O diretor do Iphan afirmou que não existem museus 100% seguros e ressaltou a importância da integração entre as Polícias Civil, Militar e Federal à estrutura de segurança dos museus, para que se combata o comércio ilegal de obras de arte, que, segundo o Nascimento Júnior, é o terceiro tipo de tráfico em movimentação financeira no mundo.

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais