Prefeitura de Barra Mansa inicia recolhimento de material tóxico

Agência JB

RIO - A Prefeitura de Barra Mansa, no Vale do Paraíba, começou a recolher, nesta segunda-feira, material tóxico como pilhas e lâmpadas fluorescentes e material eletro-eletrônico como computadores, tevês, rádios, entre outros aparelhos. O objetivo é dar um destino correto a estes materiais, evitando que eles sejam jogados na natureza.

Segundo o prefeito de Barra Mansa, Roosevelt Brasil, a iniciativa visa atender a Resolução 257/99 do Conselho Nacional de Meio ambinete (Conama), que trata do recolhimento de material tóxico por parte de seus fabricantes e a Lei Municipal 3.704/07, que institui a destinação correta ao lixo eletro-eletrônico.

- Muitos fabricantes de material tóxico não conseguem reaver todo o material, que são descartados na natureza, agredindo o meio ambiente. A Coordenadoria de Resíduos Sólidos fará este papel de recolher o material e enviar a seus fabricantes. E os materiais eletro-eletrônicos recolhidos serão reciclados na Coopecat - Cooperativa de Catadores de Material Reciclado de Barra Mansa - comentou Roosevelt.

Com o aumento das vendas de fim de ano, o volume de material reciclado arrecadado pela Coopecat também cresceu, segundo a Prefeitura de Barra Mansa. A produção mensal, que é de aproximadamente 40 toneladas, aumentou em 35% neste período. A Coopecat existe desde 2004 e mantém 58 catadores cadastrados. Os principais materiais arrecadados são papelão, papel, plástico, vidro, entre outros.

Desde 2005, a cooperativa também recolhe pneus, visando dar um destino correto ao material que era jogado antes em rios, valas, beira de estradas e até queimados. O programa é desenvolvido pela prefeitura em parceria com a Associação Nacional das Indústrias de Pneumáticos (Anip) e com os geradores de pneus (revendedores, empresas de transporte, borracheiros, entre outros).

Na região existem três centros de recolhimento: em Barra Mansa, Resende e Piraí. Por mês são recolhidos em média três mil pneus só em Barra Mansa. Desde a criação do programa, já foram recolhidos mais de 67 mil pneus, o que corresponde à cerca de 1,5 mil toneladas. O material é enviado à empresa CCB - Cimpor Cimentos do Brasil Ltda., em Jundiaí, São Paulo, que o utiliza como combustível para os seus fornos.