Polícia identifica PM como dono de depósito de fogos em São Gonçalo

Agência JB

RIO - A Polícia Civil apontou, nesta segunda, o sargento da PM Alexandre Santos de Miranda, de 36 anos, como sendo o dono da fábrica clandestina de fogos de artifício que funcionava no sobrado de uma casa na Rua Capitão João Manuel, na tarde deste sábado, no bairro do Gradim, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. Três pessoas morreram. Vítor Fróes dos Santos, de 26 anos, foi enterrado no Cemitério de São Gonçalo. Renato Arantes dos Santos, de 17 anos, e de Alecxander Fonseca de Souza, de 16, foram sepultados neste domingo. Gabriela Moreira, de 15 anos, permanece internada.

Alexandre e José Adriano da Silva Cornélio, de 30 anos, apontado pela polícia como sócio dele, se apresentaram na 73ª DP (Neves), no fim da tarde desta segunda-feira. Eles prestaram depoimento e disseram que o material guardado pertencia a Vitor Fróes, sepultado nesta segunda-feira. Eles foram liberados, já que não houve flagrante. Eles serão indiciados por triplo homicídio culposo (sem a intenção de matar) e por crime de armazenamento de material explosivo. Alexandre é lotado na Diretoria Geral de Pessoal da PM.

Policiais da 73ª DP receberam outras sete denúncias de depósitos clandestinas de fogos na região de São Gonçalo. Em dois deles foram encontrados material para fabricação de explosivos.

Na manhã deste domingo, técnicos da Defesa Civil fizeram uma vistoria no local. Os cinco imóveis que estavam interditados foram liberados. Policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Esquadrão Anti-Bombas também estiveram no terreno recolhendo material. O Corpo de Bombeiros informou que as buscas por vítimas nos escombros estão encerradas.

Como parte do sobrado ficou destruída pela explosão e havia risco de desabamento, todo o imóvel foi demolido. Duas famílias residiam no primeiro pavimento do imóvel. Elas estão na casa de parentes. Um carro ficou danificado na explosão e objetos foram lançados pelos ares. O corpo de uma das vítimas ficou mutilado. Ao lado da fábrica clandestina de fogos funciona um depósito de gás.

Segundo moradores do bairro Gradim, três grandes explosões foram ouvidas. Eles sabia da existência do depósito de fogos. Cerca de 50 bombeiros dos quartéis de Itaboraí, São Gonçalo e Niterói foram acionados para o local e conseguiram combater as chamas. Nos escombros eles encontraram grande quantidade de pólvora e estopim, possivelmente utilizados na fabricação dos fogos. As buscas demoraram a ser iniciadas, já que a estrutura da casa estava comprometida.

Na explosão Gabriela Moreira, de 15 anos, sofreu um ferimento na cabeça. Ela foi levada para o Posto de Saúde de São Gonçalo e, posteirormente, para o Hospital Azevedo Lima, em Niterói. Lá, ela foi submetida a uma tomografia. Neste domingo, Gabriela ela foi levada novamente para o posto de saúde, onde está internada. Seu estado de saúde é estável. Ainda não se sabe para onde foi levada uma outra vítima e seu estado de saúde. Uma ambulância do Samu fez a remoção.