Familiares reivindicam melhores condições de atendimento em hospital

Agência Brasil

RIO - Parentes e amigos de pessoas internadas ou que receberam atendimento no Hospital Municipal Paulino Werneck, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, fizeram uma manifestação nesta segunda-feira para pedir melhorias no atendimento da unidade. Eles denunciam a falta de médicos, remédios e equipamentos.

Um dos manifestantes Rômulo Matos perdeu o pai e o tio, segundo ele, devido a deficiências do hospital. - Estamos revoltados com a situação do hospital e com o descaso dos nossos governantes, que estão mais preocupados em fazer crescer seus círculos de influências e se esquecem da saúde pública do Rio de Janeiro. Além disso, o Hospital Paulino Werneck está sobrecarregado, porque o governo federal fechou o setor de emergência do Hospital Universitário do Fundão, que também atendia à população de São Gonçalo - disse Matos.

Silvana Marques, que também foi ao local, diz que sua mãe, Maria da Conceição Azevedo Silva, foi internada no hospital em setembro para tratar de varizes no esôfago. Segundo Silvana, ela morreu porque a unidade não tinha o equipamento necessário para cuidar da doença.

- Minha mãe tinha que esclerosar as varizes do esôfago, mas como o hospital não tinha o aparelho próprio para isso, ela morreu. O Hospital Paulino Werneck precisa de muitas mudanças. O atendimento é péssimo, não tem material, não tem medicamentos para as pessoas - avaliou.

A direção do Hospital Municipal Paulino Werneck não quis se pronunciar a respeito das críticas. Já a assessoria de imprensa do Hospital Universitário do Fundão declarou que a unidade atende apenas a casos de difícil diagnóstico e não dispõe de verbas específicas para reabrir o setor de emergência.