Cesta de compras fecha o ano com a maior alta desde 2002

Agência JB

RIO - A Cesta de Compras - que equivale ao consumo médio de todas as famílias residentes na cidade do Rio de Janeiro - acumulou inflação de 13,13% em 2007, ficando em R$ 338,62, segundo levantamento da Fecomércio-RJ. Em dezembro de 2006, o custo da Cesta era de R$ 299,33. Esta foi a maior alta para um período anual, desde 2002, quando foi registrado um aumento de 23,21%.

Os produtos que ficaram mais caros no ano foram: batata (97,61%), cebola (75,10%), leite em pó (62,90%) e feijão (39,71%). Já o tomate (-29,48%), o açúcar refinado (-21,76%), o sabão em pó (-7,93%) e a cenoura (-4,49%) registraram as maiores reduções nos preços.

O avanço nos gastos da Cesta no acumulado de 2007 foi sentido tanto pelas famílias que recebem até oito salários mínimos, com uma alta de 12,73%, quanto por aquelas que têm rendimento acima dessa faixa, que perceberam uma elevação 13,42%.

- A alta apresentada em 2007 tem relação direta com o cenário externo por conta do aumento da demanda global por alimentos que pressionou índices de inflação por todo o mundo e da diminuição de oferta do leite na Austrália, líder mundial na produção de leite. No cenário interno, a quebra de safra do feijão e a entressafra de alguns produtos também influenciaram no aumento do custo da Cesta de Compras. No entanto, há uma tendência de mudança favorável na oferta nacional em 2008, o que abre perspectivas para uma desaceleração dos preços - explica o coordenador do Núcleo Econômico da Fecomércio-RJ, João Carlos Gomes.

Na análise mensal, o custo da Cesta de compras variou positivamente 1,79%. No mês anterior, o custo da cesta já havia registrado aumento de 1,09%.

O feijão foi o item que apurou a maior inflação (17,29%), seguido pela banana prata (14,51%), o ovo (12,90%), o óleo de soja (9,89%) e a carne seca (7,36%). Em contrapartida, os que tiveram as maiores quedas nos preços foram: a batata (-12,66%), a maçã (-4,23%) e o pão francês (-3,09%).

Em dezembro, entre as famílias que recebem até oito salários mínimos, verificou-se aumento de 1,75% nos gastos, e para as que ganham acima desse valor, o reajuste foi de 1,81%.

Na última semana do mês (período compreendido entre 21 e 31 de dezembro), o custo com a Cesta de Compras registrou alta de 0,74%.

O levantamento reflete as variações de 6.440 preços, coletados em 200 locais, referentes a 39 itens (32 de alimentação, quatro de higiene e três de limpeza), de maior peso no orçamento, consumidos por famílias de dez diferentes faixas de renda.