Amigos de policial morto em ação fazem passeata na orla de Copacabana

Agência JB

RIO - Teve início, agora há pouco, a passeata de protesto de amigos e familiares do inspetor Eduardo Henrique de Moro Matos, morto dia 9 de novembro no helicóptero da Polícia Civil, por um tiro de fuzil durante operação no Morro do Adeus, em Bonsucesso. Eles seguem do Forte de Copacabana para o Posto. Uma panfletagem está sendo feita na orla, com distribuição de uma carta aberta à população.

Eduardo era atirador de elite da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e participou da megaoperação na Favela da Coréia, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio, no dia 17 de outubro, ocasião em que salvou a vida do delegado titular da Core, Rodrigo de Oliveira, baleado no pescoço em confronto com marginais.

A manifestação tem por objetivo lembrar um mês da morte de Eduardo Henrique e valorizar o trabalho dos policiais, cobrando das autoridades melhores salários e equipamentos para o serviço dos agentes como boas viaturas, armamento de melhor precisão e potência, capacetes e coletes que suportam tiros de armas de grosso calibre para todos os policiais da Core e de outras delegacias que participam de incursões em favelas.

Os familiares confeccionaram 300 camisetas com o retrato de Eduardo, já entregue aos amigos, policiais civis, federais e militares do Exército que confirmaram presença no protesto. Eles também vão criticar as entidades a favor dos direitos humanos que, segundo eles, sequer comparecem ao enterro de policiais ou enviam mensagem de solidariedade às famílias. Uma inscrição chama atenção na camiseta: "Verás que um filho teu não foge a luta. Morreu defendendo o que deve ser cumprido: A LEI".

O Sindicato dos Policiais (Sinpol) informou que somente este ano 23 policiais civis foram vítimas da violência urbana do Rio todos assassinados por bandidos quando descoberta suas identidades. A serviço do estado morreram seis policiais civis em tiroteio com marginais.