Justiça ouve defesa de Marcinho VP e Fernando Iggnácio

Agência JB

RIO - Os traficantes Marcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Charles Silva Batista, o Charles do Lixão, estiveram, nesta terça-feira, no 2º Tribunal do Júri da Capital para ouvirem o depoimento da testemunha de defesa Lindalva Alves Pestana, que trabalha como assistente social na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Marcinho VP e Charles são acusados de mandar matar a ex-diretora do presídio Bangu I, Sidneya Santos de Jesus, em setembro de 2001.

Lindalva foi arrolada como testemunha de Marcinho VP e disse em seu depoimento que, em todas as vezes em que esteve com ele, o réu sempre demonstrou ter o comportamento uma pessoa tranqüila. No fim da audiência, o juiz Luiz Noronha Dantas mandou que fosse expedida carta precatória para o Distrito Federal, para que uma outra pessoa mencionada por Lindalva em seu depoimento fosse ouvida. Após o retorno da carta precatória, será aberto prazo para as alegações finais do processo.

Hoje também foi ouvida no 2º Tribunal do Júri uma testemunha de defesa dos bicheiros Fernando de Miranda Iggnácio e Marcos Paulo Moreira da Silva, acusados do homicídio do cabo da Polícia Militar Marcos Simão, assassinado no dia 10 de outubro de 2006, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, quando estava indo prestar depoimento em uma sindicância. Ele teria sido morto por Marcos Paulo a mando de Fernando Iggnácio, em retaliação a um ataque que o PM teria feito na sua área de atuação de caça-níqueis no dia 4 de outubro de 2006.

O delegado da Divisão Anti-Seqüestro (DAS), Alexandre Neto, afirmou que não estava no local e hora em que o cabo foi morto. Ele disse ainda não conhecer nenhum dos dois réus. A defesa de Fernando Iggnácio pediu ao juiz que uma outra testemunha, a delegada estadual Cristina dos Santos Bastos, fosse arrolada em uma próxima audiência, o que foi deferido pelo juiz. Duas outras testemunhas que seriam ouvidas hoje, Ana Cristina Conceição e o policial civil Alfredo da Silva Neto, foram dispensadas pela defesa.