Delegado diz só três participaram de assalto a empresário na Barra

Agência JB

RIO - O delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Carlos Augusto Nogueira, afirmou, na noite desta quarta-feria, que não houve a participação de um quarto homem no assalto ao empresário Marcelo Alves dos Santos, há uma semana, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Nesta quarta-feira, foi identificado como Paulo Sérgio Cardoso Figueiredo, o delegado aposentado da Polícia Federal, como o terceiro acusado de participar da ação. Ele está sendo procurado pela polícia.

Segundo Carlos Augusto Nogueira, diligências estão sendo feitas para tentar prender o delegado aposentado. Paulo Sérgio teve a participação confirmada por Carlos Augusto no assalto ao empresário. Ele teria sido responsável por conseguir as camisas da Polícia Federal usadas na ação criminosa. Durante todo o dia, informações foram ventiladas de que um policial civil também integraria a quadrilha e teria participado diretamente do crime.

Nesta terça-feira, os bombeiros Tito Lívio de Paiva Franco e Antonio Lázaro da Silva França, identificados pela polícia como os homens que participaram diretamente do roubo ao empresário Marcelo Alves dos Santos, vestindo camisas da Polícia Federal, foram interrogados. Eles não falaram oficalmente ao delegado Carlos Augusto Nogueira. Apenas Tito deu algumas informações em uma conversa informal. Não foi informado o teor.

Os dois foram identificados através de fotos tiradas por um fotógrafo do jornal O Estado de São Paulo que passava pelo local. O carro de Marcelo - já recuperado - e R$ 30 mil foram levados. O dinheiro ainda não foi localizado. Mesmo informalmente, Antônio Lázaro se negou a prestar qualquer tipo de informação a polícia. Ambos compareceram a delegacia sem a presença de seus respectivos advogados.

Na noite desta segunda-feira, o juiz Marcelo Almeida de Moraes Marinho, do Tribunal de Justiça do Rio, indeferiu o pedido de liminar dos dois bombeiros militares. Eles ajuizaram habeas corpus preventivo para que prestassem depoimentos somente em juízo, não sendo mais deslocados do Grupamento Especial Militar, onde estão presos.