Mobilizações pedem mais verba e regulamentação do ensino privado

Agência Brasil

BRASÍLIA - Começou nesta segunda-feira a Jornada Nacional de Lutas pela Educação, articulada por vários movimentos sociais, como União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento dos Trabalhdores Rurais Sem Terra (MST), Marcha Mundial de Mulheres. As entidades programaram debates, manifestações, passeatas, atos públicos, ocupações de instituições em diversas capitais brasileiras, até a próxima sexta-feira.

Os principais pontos de reivindicações são a regulamentação do ensino privado e a criação de um plano nacional de assistência estudantil. - A semana de manifestações vai ser uma demonstração grande de que a juventude brasileira está disposta a lutar pelas melhorias na educação pela construção de um Brasil mais justo e soberano - avalia a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.

Os jovens estudantes querem chamar atenção do Ministério da Educação e da sociedade e tentam conseguir um diálogo entre as reitorias das universidades privadas. - Então dialogando com a sociedade a gente quer pressionar o governo pelas transformações necessárias na educação.

O ápice das manifestações deve acontecer na próxima quarta-feira, dia em que estão marcadas dezenas de passeatas pelos centros das principais capitais brasileiras. Neste dia os estudantes de Brasília irão fazer um ato dentro da Câmara dos Deputados, pela aprovação do projeto de lei 6489/06, da UNE e assim "sensibilizar os congressistas para a necessidade de se investir mais dinheiro público na educação superior federal brasileira para que se tome uma iniciativa a partir do congresso nacional de criar um conjunto de leis que regulamente o funcionamento das universidades privadas".

Nesta segunda-feira, às 18 h, houve um debate, para abrir a jornada, na Universidade de São Paulo (USP) e uma caminhada no Rio de Janeiro.