MPF obtém nova prisão de vereador de Nova Friburgo

Agência JB

RIO - O Ministério Público Federal (MPF) obteve na Justiça mais um mandado de prisão contra o vereador de Nova Friburgo, Carlos Alberto Balbi Moura, médico do SUS e perito do INSS, além de suplente de deputado federal. A ordem foi cumprida por oficiais de Justiça da Vara de Nova Friburgo, nesta quinta-feira. Posteriomente, Balbi foi removido por agentes da Polícia Federal (PF) de Macaé, onde passou a noite, sendo removido para a Polinter do Rio de Janeiro nesta sexta-feira.

Denunciado pela Procuradoria da República em Nova Friburgo por formação de quadrilha e peculato eletrônico (desvio de recursos) na Operação Anos Dourados, Balbi obtivera um habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região para responder ao processo em liberdade, desde que cumprisse certas condições, como não contatar testemunhas e comparecer a todas as audiências, dentre outras.

No último dia 13, julgando pedido da Procuradoria Regional da República, que atua junto ao Tribunal Regional Federal (TRF), os desembargadores federais entenderam que Carlos Balbi descumpriu flagrantemente condições impostas e expediram o mandado de prisão preventiva.

Carlos Balbi também foi acusado em outro processo por tráfico de influência e por integrar outra quadrilha. A operação Anos Dourados identificou duas organizações criminosas devido a indícios de sua participação em ambas, detectados em interceptações telefônicas, principalmente, além de provas documentais e testemunhais.

A operação, realizada pelo MPF, PF e INSS, já resultou em processos contra mais de 20 pessoas. Além das prisões determinadas inicialmente pela Justiça, houve uma prisão em flagrante por falso testemunho de um depoente que mentiu em Juízo. Outra testemunha também responde a processo por esse motivo.

Hoje,além de Balbi, mais três pessoas estão presas preventivamente: José Carlos Barcelos, João Batista Pedroti Filho e João Batista de Oliveira Filho. Os demais réus obtiveram o direito de responder em liberdade porque a Justiça entendeu que eles não apresentariam perigo à sociedade nem ao processo.

O MPF ainda investiga outras condutas e diversas pessoas, que poderão acarretar em novas ações penais na Justiça Federal, sem prejuízo da investigação de crimes comuns e eleitorais pelo MP Estadual e Eleitoral