Governo empossa novo comitê para Baía de Guanabara

Agência JB

RIO - O governador em exercício e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, deu posse, nesta terça-feira, à nova diretoria e aos membros do Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e de Jacarepaguá. A solenidade ocorreu durante a abertura do seminário sobre as perspectivas de desenvolvimento desses sistemas hídricos na Região Metropolitana, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro do Rio.

Pezão ressaltou que grandes projetos serão feitos nesta área no Estado do Rio, e muitos deles na Região Metropolitana, graças à conjugação de recursos e esforços de prefeituras e dos governos federal e estadual, algo que jamais aconteceu.

Não me canso de dizer que o grande legado a ser deixado pelo governador Sérgio Cabral são as parcerias com os municípios fluminenses e, especialmente, com o governo federal, que é onde estão os recursos financeiros. Há mais de 30 anos, o Estado do Rio não tinha acesso a esses recursos, afirmou.

Pezão disse que o governo federal vai investir mais de R$ 4 bilhões no estado nos próximos anos, sendo que mais de R$ 340 milhões já foram liberados. Segundo ele, uma quantia maior do que a soma dos recursos do orçamento da União dos últimos dez anos que chegaram ao estado do Rio. O governador em exercício informou ainda que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) investirá mais de R$ 1,2 bilhão em saneamento básico, só na Região Metropolitana.

Vamos concluir vários projetos importantes que estão com 60% das obras realizadas, como estações de tratamento de esgoto e de abastecimento de água na Região Metropolitana. Isso sem contar os quase R$ 500 milhões que o governo do estado vai aplicar na ampliação do Guandu 2, detalhou Pezão.

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, também presente, detalhou alguns projetos que contribuirão decisivamente para a recuperação da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos recursos hídricos de seu entorno, neste e no próximo ano. Uma das grandes intervenções previstas será a despoluição do Canal do Cunha, em parceria com a Petrobras e com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A obra, financiada pela estatal, vai custar mais de R$ 70 milhões e deverá começar no final de outubro, com duração de um ano e meio.

Esta obra vai retirar da Baía 1,8 milhão metros cúbicos de sujeira e lixo, recuperar os rios Jacaré e Faria Timbó e fazer melhorias nas áreas do Complexo da Maré e da UFRJ, na Ilha do Fundão, explicou Minc.

Com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e contrapartida do estado, o Projeto Iguaçu deverá começar ainda este ano, segundo Minc. Em três anos, serão investidos R$ 270 milhões em obras nas bacias dos rios Iguaçu, Sarapuí e Botas, beneficiando cerca de 2,5 milhões de pessoas. Cerca de R$ 75 milhões serão utilizados para reassentar os moradores das faixas marginais dos rios e o restante para limpeza dos rios, plantios de árvores nas orlas, instalação de barreiras de contenção, entre outras obras.

Outra grande intervenção está sendo feita na Estação de Tratamento de Alegria, onde o estado investe R$ 57 milhões de recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), no término da implantação da rede coletora de esgotos e da própria estação. As obras devem estar concluídas, no máximo, em março do ano que vem.

A partir desta data, estaremos livrando a Baía da Guanabara de um Maracanãzinho de esgoto, quantificou Minc, lembrando que, em 2008, o estado, com recursos do Fecam, vai terminar as estações de tratamento de Pavuna e Sarapuí e, com recursos do PAC, realizar obras de saneamento em São Gonçalo.

O secretário do Ambiente citou ainda outras obras menores, como a ampliação de uma nova área de conservação ambiental, compreendendo os manguezais entre Duque de Caxias e Magé, subindo o Rio Estrela, em direção a Petrópolis, e o parque fluvial do Rio Macacu. Esse projeto será feito com recursos privados, decorrentes de medidas compensatórias, feito em parceria com a Cedae, a concessionária Águas de Niterói, Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Universidade Federal Fluminense (UFF), que prevê reflorestamentos, criação de centro ambiental, áreas esportivas e de recreação etc.

E o mais difícil de todos: o licenciamento ambiental do Comperj (Complexo Petroquímico da Petrobras, em Itaboraí). Ele vai sair rápido, pela importância econômica do projeto para o estado, mas será muito rigoroso. O Comperj terá de plantar 3,6 milhões de árvores e despejar coeficiente zero de poluentes na Baía de Guanabara, além de cumprir um padrão de emissão de gases na atmosfera duas vezes mais rigoroso que o do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), completou o secretário.

Também estiveram presentes ao seminário o presidente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, Paulo Canedo, o diretor da Firjan, Mauro Viegas, e a nova presidente do Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, Dora Hees de Negreiros, entre outros.

Com informações da Asessoria de Comunicação Social do Governo

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