Beltrame: "Evitamos um derramamento de sangue no Dendê"

Renato Grandelle, Agência JB

RIO - O Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse, agora a pouco, em entrevista coletiva, que as ações da polícia no complexo de favelas da Vila Cruzeiro, na Penha, e nos morros do Dendê, na Ilha do Governador, e do Chapéu Mangueira, no Leme, estão sendo preconizadas pela inteligência.

Segundo Beltrame, um sete dos homens presos em uma casa, na manhã desta sexta-feira, no Jardim Carioca, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, e que se reuniram para participar da tentativa de retomada dos pontos de venda de drogas do Morro do Dendê, seria o atirador de elite do tráfico que matou um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope), durante uma operação na Vila Cruzeiro, no mês passado.

O secretário de segurança justificou a formação do grupo com marginais de formação militar ao apoio que Marcelo Soares de Medeiros, o Marcelo PQD, ainda tem no Morro do Dendê, onde já controlou o comércio de drogas por vários anos. Eles seriam colocados em pontos estratégico durante a invasão.

José Mariano Beltrame revelou que a ação de Marcelo PQD para tentar retomar o Morro do Dendê já era esperada e que a PM estava de prontidão, mas que acreditava que a ação ocorreria em outras ocasiões. Evitamos um derramamento de sangue , acredita o secretário.

Ele afirmou também que mesmo com as prisões que ocorreram hoje, na Ilha, a atuação da polícia não vai mudar no complexo da Vila Cruzeiro, na Zona Norte. O que parece um recuo da polícia na Vila Cruzeiro, na verdade é um recuo estratégico. A partir da próxima semana haverá uma nova abordagem naquela região , revelou.

Sobre os confrontos no Morro do Chapéu Mangueira, na Zona Sul da cidade, Beltrame credita o fato da tomada das bocas-de-fumo por parte da quadrilha dos Amigos dos Amigos (ADA), a precariedade da estrutura dos rivais do Comando Vermelho que, segundo ele, estavam divididos.