No Rio, mais de 500 mil já se vacinaram contra a rubéola

Agência JB

RIO - Até esta quinta-feira, dia 31 de maio, foram imunizadas contra a rubéola no Estado mais de 500 mil pessoas - sendo cerca de 225 mil homens e pouco mais de 278 mil mulheres. O balanço é parcial, pois nem todos os municípios conseguiram enviar seus dados até o início desta noite para a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Entre as cidades que enviaram os números está o Rio de Janeiro, onde já foram vacinadas mais de 250 mil pessoas.

O superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria, Victor Berbara, lembra que, durante todo o dia de hoje, foram verificadas filas de espera formadas por homens e mulheres em busca da vacina, na maioria dos postos de saúde de diversos municípios. De acordo com Berbara, a campanha deve atingir o objetivo, que é imunizar 2,4 milhões de pessoas.

A campanha se estende até sábado, nos 92 municípios fluminenses. Três milhões de doses da vacina estarão disponíveis para a população de 20 a 34 anos de idade, de ambos os sexos.

O objetivo da campanha é conter a epidemia de rubéola no estado. Já são 1.100 casos confirmados, sendo 70% em homens e 30% em mulheres. Este é o maior número de registros da doença no Rio de Janeiro desde que a vacina tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) começou a ser aplicada em larga escala, em 1996.

Estão sendo mobilizados 2.100 postos de vacinação fixos e volantes, que funcionam das 8h às 17h, além de 300 veículos de apoio nos 92 municípios. A campanha conta, ainda, com dez mil voluntários.

Queremos eliminar a ocorrência da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e o risco de exportação da doença para outras cidades e estados onde não há casos registrados disse o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria.

Quando a gestante contrai rubéola, o bebê pode nascer com SRC, que se caracteriza por graves problemas cegueira, catarata, surdez, alterações cardíacas e retardo mental.

A vacina deve ser tomada por todos os homens e mulheres entre 20 e 34 anos, exceto nos seguintes casos: gestantes; pessoas com deficiência imunológica congênita ou adquirida devido a tratamentos com imunosupressores, corticosteróides, antimetabólicos ou radiação; pessoas que já tenham demonstrado reação à vacina ou a um de seus componentes, como a neomicina; e pessoas com hipersensibilidade comprovada à proteína do ovo. Mulheres em idade fértil devem evitar engravidar nos três meses seguintes à vacinação. Em caso de suspeita de gravidez, recomenda-se adiar a vacinação até que seja confirmado o diagnóstico.

O Dia D da campanha será depois de amanhã, quando haverá um esquema especial nos postos de saúde para atender quem deixou para se vacinar na última hora.

As informações são da Secretaria de Comunicação do governo do Rio.