Região portuária do Rio pode abrigar 10 mil novas residênciais

Agência Brasil

RIO - A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, afirmou nesta sexta-feira que existe um potencial construtivo de cerca de dez mil unidades habitacionais no centro do Rio de Janeiro, principalmente na região localizada no entorno da área portuária. Maria Fernanda Coelho fez a afirmação em palestra a empresários da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

A executiva acredita que a construção de moradias populares no local revitalizaria em muito a região.

- É uma região que já tem infra-estrutura. Já tem água, luz, esgotamento, escolas, postos de saúde. Então, você potencializa espaços vazios e imóveis vazios que tem naquela região - explicou Maria Fernanda Ramos Coelho.

Esse foi um dos assuntos debatidos hoje pela presidente da Caixa com o prefeito carioca, Cesar Maia, durante a solenidade de assinatura de contrato que prevê a construção de 200 unidades habitacionais com recursos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. O valor total do empreendimento alcança em torno de R$ 8 milhões. Entre 2003 e 2006, o PAR já resultou em investimentos de R$ 205,1 milhões, permitindo a construção de 6.110 unidades apenas na capital fluminense.

O superintendente da Caixa no Rio de Janeiro, José Domingos Vargas, informou que muitos dos imóveis incluídos no potencial de construção de 10 mil unidades habitacionais no centro da capital possuem impostos em atraso, em montante superior, inclusive, ao valor do imóvel. Por isso, os técnicos da Caixa e da prefeitura estão efetuando uma análise para ver qual seria a estratégia para solucionar a questão desses imóveis.

Vargas esclareceu que o potencial inicial de dez mil imóveis compreende a área portuária, o grande centro do Rio de Janeiro e a Cidade Nova. A Caixa já tem um programa em parceria com a prefeitura intitulado Morar no Centro , que precisa ganhar escala, o que Vargas considera que será possível a partir de agora.

- O programa está maduro o suficiente e, com a estratégia que a nossa presidente conversou com o prefeito, nós acreditamos que vai ser possível gerar escala, porque um dos entraves é o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).