Bolsonaro compara violência no Rio à 'decadente' Venezuela

Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas para a eleição presidencial no Brasil, comparou nesta segunda-feira a criminalidade no Rio de Janeiro à da Venezuela, "um país em decadência total", e prometeu enfrentar os criminosos "preservando" acima de tudo a vida dos policiais.

"Após cumprir a missão, vocês têm que ser condecorados e não processados", declarou o capitão do Exército durante visita ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Bolsonaro, que surge como o grande favorito para a eleição de 28 de outubro contra o petista Fernando Haddad, reafirmou sua promessa de proteger juridicamente os policiais e militares acusados de excessos durante operações contra as facções armadas do narcotráfico.

O candidato, que também prevê flexibilizar o porte de armas, comparou a violência no Rio à da Venezuela, um país que costuma apontar como exemplo do fracasso das políticas de esquerda.

"O que acontece no tocante à criminalidade no Rio, em especial, não acontece em lugar nenhum do mundo, a não ser em países que estão em processo de decadência total, como a Venezuela (...). Preservar a vida das pessoas de bem e vocês são pessoas de bem", disse Bolsonaro na sede do Bope.

"A gente sonha, comandante, com o excludente de ilicitude não apenas pra vocês mas para todo e qualquer cidadão de bem. Isso existe na legislação americana. A gente tá costurando em Brasília, lógico, partindo do princípio que a gente vai se eleger, obviamente. Para isso sair e para que vocês tenham paz. Após o cumprimento da missão, vocês têm que ser condecorados e não processados".

O Brasil registrou no ano passado 63.800 mortes violentas: 30,8 por cada 100.000 habitantes, mas no Rio foram 40,4/100.000, segundo a ONG Foro de Segurança Pública.

A Venezuela fechou 2017 com 26.000 homicídios, 89/100.000, de acordo com a ONG Observatório Venezuelano da Violência.

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