"Ilegalidade e imoralidade", diz Paes sobre vídeo de Witzel

Witzel orientou magistrados a conseguir gratificação de R$ 4 mil

Em agenda de campanha no loteamento Parque Florestal, em Santa Cruz, na Zona Oeste, ontem, o candidato do Democratas, Eduardo Paes, voltou a atacar o adversário Wilson Witzel. Ele criticou as declarações que o ex-juiz deu em vídeo, orientando outros magistrados a conseguir uma gratificação de R$ 4 mil.

“É uma ilegalidade e imoralidade. E posa de uma pessoa que é ex-juiz e que cumpre as leis e vai de abrir mão de mordomias e privilégios. Na oportunidade que ele teve de estar no serviço público, não só não abriu mão como ainda quis dar um jeito de pegar mais alguns. Aos poucos, a máscara de falso moralista, valentão, vai caindo”, detonou.

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Paes visitou loteamento em Santa Cruz (Foto: Divulgação)

Paes foi além e recorreu à vida pregressa de Witzel na magistratura. “Quando teve oportunidade de enfrentar o crime organizado, saiu fugido do Espírito Santo. Ele não tem coragem de enfrentar o crime organizado”, completou.

O prefeito segue firme em sua estratégia de tentar disvincular Witzel de Jair Bolsonaro. Após Jair Bolsonaro se declarar neutro, Paes pediu, e conseguiu, que o Tribunal Regional Eleitoral retirasse do ar propaganda na qual o ex-juiz aparecia ao lado de Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo PSL e filho mais velho de Jair. Na decisão, o desembargador Luiz Fernando de Andrade Pinto sustentou que o PSL não firmou apoio formal ao ex-magistrado. “Ninguém sabe quem é o candidato Wilson Witzel. Vai conhecer agora. À medida em que as coisas vão saindo, vão se revelando”, criticou.

Witzel, por sua vez, conseguiu na Justiça retirar do ar o vídeo divulgado na página do ex-prefeito. Nele, Paes dizia que o adversário era ficha suja e não poderia concorrer ao pleito.