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Rio - Caderno Niterói

ECONOMIA - Cidade vai ganhar novo Mercado Municipal

Projeto orçado em R$ 69 milhões revitalizará galpão na Zona Portuária

Jornal do Brasil MARCIO.GOMES@JB.COM.BR

Macaque in the trees
Giovanna Victer, a secretária prefeitável, diz que obra potencializa "o processo de renovação do Centro". (Foto: Bruno Eduardo Alves/Divulgação Prefeitura de Niterói)

Quem passa pela Rua Feliciano Sodré, entre o Centro da cidade e o Fonseca, conhece bem os galpões abandonados, com traços art déco, à direita de quem sobe rumo à Alameda São Boaventura, na vizinhança de um shopping com lojas de artigos de decoração. Nesta semana, surgiu a notícia de que um deles vai vivar um centro econômico de cultura e lazer. O consórcio de empresas chamado Novo Mercado Municipal venceu a licitação para explorar o local por 25 anos. A inauguração, prevista para o segundo semestre de 2020, passa por ampla reforma que pretende resguardar os traços arquitetônicos. Investimento de R$ 69 milhões.

“A localização estratégica do Mercado Feliciano Sodré o posiciona como potencializador do processo de renovação do Centro da cidade”, diz a bonita secretária municipal de Fazenda, Giovanna Victer, tida nas rodas da política - do antigo eixo restaurante Monteiro/Leiteria Brasil - como sucessora do prefeito no comando da cidade. “O projeto parte da revitalização do edifício histórico e seu entorno, com o objetivo de preservar a memória e modernizar as estruturas existentes, promover o desenvolvimento e a geração de empregos e renda”, analisa a executiva.

No térreo do prédio haverá uma área para comércio de frutas e legumes (inclusive orgânicos). Também está prevista a locação de espaços para açougues, empórios, delicatessens. No mezanino, restaurantes, cervejarias artesanais e adegas. Uma praça, um centro cultural e um edifício garagem também constam do projeto que vai privilegiar o uso sustentável: aproveitamento da água da chuva e da luz natural.

Com a obra, a Prefeitura promete investir R$ 25 milhões em reformas no entorno do prédio. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite, conta que “a cidade ganha não só mais um espaço de lazer, como um centro econômico. Também é um resgate de parte de sua história”.

Construído na década de 20, o imóvel está sobre um terreno de 9.700 m2. Nos anos 80, sediou o Depósito Público Estadual.