Rio

Ativistas LGBTQIA+ vão receber Prêmio Cidadania, Direito e Respeito às Diversidades

.

Foto: Alerj
Credit...Foto: Alerj

Na próxima segunda (28), data em que se comemora o Orgulho LGBTQIA+, será entregue o Prêmio Cidadania, Direito e Respeito às Diversidades a seis ativistas do movimento no Estado do Rio de Janeiro. A solenidade virtual, proposta pela deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), poderá ser acompanhada, às 10h, pelo canal do Youtube da parlamentar.

“Os homenageados com o prêmio representam todos aqueles que, com força, garra e muita determinação, combatem o preconceito de gênero, defendem a diversidade de todas as orientações sexuais, lutam pela visibilidade, por oportunidades no mercado de trabalho, por inserção social e prezam pelo diálogo”, destacou a deputada.

Os homenageados

Sharlene Rosa: mulher trans, precursora do ativismo há 30 anos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense do Rio e fundadora do Grupo Pluralidade e Diversidade (GPD), ONG responsável por ações em prol da comunidade LGBT+. Ajudou na construção do programa Rio Sem Homofobia, atual “Rio Sem LGBTIfobia”. Sharlene também é coordenadora do Centro de Cidadania Baixada, desde 2011, onde atende com orientação jurídica, psicológica e serviço social à população LGBTI+ de vários municípios da Baixada e de Petrópolis, na Região Serrana do estado. Reconhecida por sua atuação, Sharlene Rosa tem seu reconhecimento em todo o território fluminense. Foi locutora da FM O DIA e a criadora da terceira maior parada LGBTI+ do Brasil.

Gisela Carvalho: terapeuta ocupacional, lésbica, feminista, criou o “Resiliência”, espaço cultural e atelier destinado a mulheres localizado na Vila da Penha, Zona Norte do Rio. O espaço leva esse nome devido a sua trajetória como mulher negra, lésbica e vítima do assédio que a levou ao desemprego. Por sofrer de artrose em ambos os joelhos, não conseguiu mais retornar ao mercado de trabalho, então fundou seu próprio espaço. Ao longo do tempo, Gisela fez do “Resiliência” um local de acolhimento, afeto e segurança para o universo lésbico, além de oferecer palestras, cultura e arte. Apesar das complicações de saúde, nunca deixou de lutar pelas causas lésbicas feministas.

Diana Rodrigues: mulher trans periférica, professora de inglês e literatura. Abriu discussões sobre a transexualidade na área de literatura nos locais onde atua. Diana costuma manter seus debates no âmbito acadêmico, que inclui as narrativas trans e o pajubá, um dialeto da linguagem popular, oriundo de línguas africanas ocidentais, usado na comunidade LGBT e é sinônimo de resistência.

Pedro Fernandes: deficiente físico, formado em marketing, ator e estudante de Serviço Social. Morador de Petrópolis, Pedro Fernandes tem um duplo desafio: ser uma pessoa com deficiência e gay. Ele nasceu prematuro aos cinco meses e a falta de oxigenação no cérebro durante o parto causou a paralisia. Pedro é palestrante sobre diversidade e sexualidade de pessoas com deficiência. Formado em artes dramáticas, Fernandes também dirige e produz peças teatrais.

Adriane das Neves: lésbica, preta, de matriz africana, doutora em Saúde Coletiva, enfermeira e professora especializada em gênero, sexualidade e direitos humanos. Adriane também é coordenadora da Unegro Diversidade, em Duque de Caxias; da Aliança Nacional LGBTI+, também no município de Caxias. Adriane das Neves é referência em saúde sexual e reprodutiva de mulheres lésbicas.

Neno Ferreira: presidente da ONG Aganim Direitos Humanos, em Nova Iguaçu, fundada em 1988. Neno é um dos ativistas mais antigos da Baixada Fluminense, premiado com a Medalha da Confraria Brasileira de Cultura, entidade acadêmica signatária do pacto global da ONU, pelos serviços de cultura e ao destaque às causas sociais. Além disso, é idealizador das paradas LGBT de Nova Iguaçu e Mesquita, sendo a de Mesquita considerada como a parada que mais conta com a participação de famílias não-LGBTs.