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Polícia encontra cemitério clandestino em Queimados, no Rio

Milícia é suspeita de usar a área para ocultar corpos de vítimas

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A Polícia Civil localizou nesta quinta-feira (22) mais um cemitério clandestino, durante ação de policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, no bairro Parque Sarandi, em Queimados.

Os agentes encontraram três corpos e uma motocicleta enterrados no local. De acordo com a polícia, o cemitério é suspeito de ser utilizado para ocultar corpos de vítimas da milícia conhecida como Caçadores de Gansos, que atua na região.

Macaque in the trees
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) para identificação e perícia técnica. A Polícia Civil e o Ministério Público investigam homicídios relacionados às vítimas encontradas no local.

Os agentes chegaram até o cemitério com base em denúncia anônima de que a localidade seria usada pela milícia Caçadores de Gansos. Um dos líderes é Carlos Luciano Soares da Silva, o Macaco Louco, que está foragido e indiciado em diversos inquéritos por crimes de homicídio.

Prisão

A milícia Caçadores de Ganso era comandada pelo vereador do município de Queimados Davi Brasil Caetano (Avante). De acordo com o Ministério Público estadual, o parlamentar, preso no dia 18 do mês passado, também é policial militar reformado, e foi investigado em 2017 pelo Ministério Público. Atualmente exercia o papel de liderança do grupo. Ele fazia a coordenação de todos os outros integrantes, inclusive foi responsável por expandir essa milícia que começou no condomínio Ulysses Guimarães.

A promotora de Justiça Mariana Segadas, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), disse que Davi é apontado como líder da milícia conhecida como Caçadores de Ganso. Ele é acusado de vários homicídios e responsável pela exploração da atividade de distribuição clandestina de sinal de TV a cabo, além da venda de botijões de gás e de água mineral.

A promotora relatou que qualquer morador da área que fosse fazer churrasco era obrigado a comprar a carne, linguiça, asa de frango e carvão com a milícia, o chamado “kit churrasco”.