Rio

Operação vaza e polícia só prende um miliciano

Uma operação da Polícia Civil realizada ontem, que pretendia cumprir 20 mandados de prisão contra milicianos que atuam no Rio e na Baixada Fluminense, acabou sendo vazada e conseguiu prender somente um dos suspeitos dos dez que ainda não estavam sob custódia. Em compensação, o Departamento Geral de Combate a Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro, conseguiu apreender quatro imóveis da quadrilha, avaliados em cerca de R$ 5 milhões, além de R$ 125 mil em espécie e joias.

"O objetivo mais importante foi atingido hoje, que era o sequestro dos bens dos membros dessa milícia. Esse é nosso novo foco, que visa a atender uma política de governo, determinada pelo governador Wilson Witzel", comentou o subsecretario de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, delegado Fábio Barucke.

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Márcio Gomes da Silva, o Pará (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Dentre os procurados não localizados, estão Wellington da Silva Braga, o Ecko, e seu irmão Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho. Eles são apontados como líderes do grupo conhecido como "Liga da Justiça", considerada a maior milícia do Rio de Janeiro.

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), as investigações apontaram que Zinho era o responsável por lavar dinheiro para a organização. Com base em provas colhidas durante o inquérito, os policiais conseguiram identificar que alguns membros da quadrilha adquiriram imóveis utilizando dinheiro proveniente de crime. Além dos mandados de prisão, foram expedidos 18 de busca e apreensão.

A diretora do Departamento Geral de Combate a Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro (NUCC/LD), delegada Patrícia Alemany, explicou que os investigados, atuais proprietários dos imóveis sequestrados, avaliados entre R$ 800 mil e R$ 1,5 milhão, localizados nos bairros de Campo Grande, Recreio, e nos municípios de Seropédica e Itaguaí, não demostravam justificativa financeira compatível com esse patrimônio imobiliário.

A operação, que contou com apoio do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Secretaria de Estado de Polícia Militar, por meio do Batalhão de Cães (BAC), deteve Márcio Gomes da Silva, o Pará, que é ligado ao grupo criminoso e foi localizado em casa, em Itaguaí.

Dois policiais militares, apontados como integrantes da milícia de Ecko já haviam se entregado nesta semana à 35ª DP (Campo Grande), segundo a Polícia Civil: Marcelo Tinoco Petuquio, que foi flagrado em escutas telefônicas dando informações sobre operações contra os milicianos; e Marcelo Costa Brito, lotado no Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), líder da milícia do Rio da Prata, em Campo Grande, subordinada à quadrilha de Ecko, flagrado fazendo cobranças em dinheiro de comerciantes da região.(Com Estadão Conteúdo)

 



Márcio Gomes da Silva, o Pará
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