Jornal do Brasil

Rio

Operação mira vereadores de Petrópolis, acusados de fraude e peculato

Polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e prendeu um parlamentar por porte ilegal de arma

Jornal do Brasil

A Delegacia Fazendária da Polícia Civil e o Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos (SUBCDH/MPRJ), realizaram, nesta sexta-feira (11/01), a Operação Sala VIP, visando a cumprir 12 mandados de busca e apreensão em endereços de vereadores, empresários e na sede da Câmara Municipal de Petrópolis. De acordo com as investigações, cinco vereadores e um ex-vereador do município são investigados pelos crimes de fraude em licitação e peculato cometidos entre 2013 e 2018, causando um prejuízo de R$ 858 mil aos cofres públicos.

Macaque in the trees
Câmara de Vereadores de Petrópolis (Foto: Reprodução site Câmara de Vereadores de Petrópolis)

Foram denunciados o ex-vereador Marcos Luiz Bernardes Souza, o Marcos Montanha; os vereadores Paulo Igor da Silva Carelli, o Paulo Igor; Ronaldo Luiz de Azevedo Carvalho, o Ronaldão; Luiz Antônio Pereira Aguiar, o Luizinho Sorriso; Reinaldo Meirelles da Sá, conhecido como Meirelles; e Wanderley Braga Taboada, o Wanderley Taboada, que foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo após a polícia encontrar uma pistola em sua residência.

Batizada de Sala VIP em alusão ao local na Câmara onde era feita a distribuição da propina pelo então vereador presidente Paulo Igor, a operação é um desdobramento da Operação Caminho do Ouro, deflagrada em abril do ano passado e que resultou na prisão de Paulo Igor e do vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, além da apreensão de aproximadamente R$ 155 mil na casa de Paulo Igor. Naquela ocasião, as cédulas estavam divididas em 15 maços de dinheiro – cinco deles contendo papéis com as inscrições de apelidos e iniciais dos nomes de vereadores agora denunciados.

De acordo com a delegada Ana Paula Costa Marques de Faria, da Delegacia Fazendária, a parceria com o Ministério Público para combater esses tipos de crime têm produzido bons resultados. “São crimes graves que estamos combatendo em conjunto. Em todas as nossas investigações percebemos que eles se valem da função pública para desvio de dinheiro, precisamos acabar com isso e seremos incansáveis".