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Memória: ameaça constante na Baía Guanabara

Jornal do Brasil

“Tragédia ambiental”, exclamava o JORNAL DO BRASIL na primeira página da edição de 19 de janeiro de 2000, um dia após o rompimento de um duto da Petrobras que ligava a Refinaria Duque de Caxias ao terminal Ilha D’Água, na Ilha do Governador, derramar cerca de 1,3 milhão de litros de óleo combustível na Baía de Guanabara. A foto de um mergulhão coberto de graxa, que ocupava quase toda a página dedicada à reportagem, dava a dimensão daquele que seria considerado um dos mais graves acidentes ambientais da América do Sul.

Houve mortandade de peixes e aves, principalmente nos manguezais, entre eles os da APA (Área de Proteção Ambiental) de Guapimirim, última região ainda preservada da Baía de Guanabara. A mancha se espalhou por mais de 40 quilômetros quadrados, afetando diretamente famílias que viviam da pesca. A Petrobras foi multada na época em R$ 50 milhões.

Três anos antes, em março de 1997 cerca de 600 mil litros de petróleo da refinaria escorreram para a baía depois que um duto se rompeu. Segundo relatório dos órgãos ambientais, cerca de 4.000 metros quadrados de manguezais foram atingidos. Vazamentos ocorridos em outras refinarias da Petrobras têm sido registrados desde 1996, principalmente nos Estados de São Paulo, Bahia e Paraná.

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