Rio

MPF pede a prisão preventiva de 7 deputados

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) a conversão de prisão temporária em preventiva de 15 investigados na Operação Furna da Onça, deflagrada na quinta-feira passada, dia 8, entre os quais, os deputados André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius “Neskau” (PTB). Edson Albertassi (MDB), Jorge Picciani (MDB) e Paulo Melo (MDB) tiveram o pedido de prisão preventiva mantido.

A medida se estende, além destes, ao secretário de Governo Affonso Henrique Monnerat, ao vereador Daniel Martins, à diretora de Registros do Detran, Carla Adriana Pereira, e aos assessores Andreia Cardoso do Nascimento, Fabio Cardoso do Nascimento, José Antonio Wermelinger Machado, Leonardo Mendonça Andrade e Magno Cezar Motta.

O MPF baseou o pedido na necessidade de preservar a aplicação da lei penal e garantir a preservação da ordem pública, considerando os graves crimes praticados e as tentativas de destruir provas.

Para o MPF na 2ª Região (RJ/ES), a prisão preventiva de 18 dos 22 investigados é a medida mais eficaz para impedir prejuízos à investigação conduzida com a Polícia Federal e Receita Federal. De acordo com o MPF, houve indícios de que alguns indiciados tiveram acesso a informações da Operação antes de ela ser iniciada, o que provocou perdas no cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Foi pedido também o afastamento dos investigados de seus cargos. Os procuradores acreditam que o retorno ao exercício de deputados estaduais ou de outras funções públicas ameaçaria a coleta de provas e a própria ordem pública, diante da possibilidade de continuarem praticando os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Dentre os demais investigados, quatro deles não tiveram o pedido de prisão renovado e, para outros, o MPF pediu apenas o afastamento de suas funções, entre estes, Alcione Chaffin Andrade Fabri e Jorge Luis de Oliveira Fernandes. Leonardo Silva Jacob (presidente recém-exonerado do Detran) e Shirlei Aparecida Martins da Silva (recém-exonerada subsecretária na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social) foram proibidos de exercer função pública.