Rio

Lava Jato: MPF quer manter bloqueado patrimônio de ex-diretor do Rio-2016

Leonardo Gryner pede que indisponibilidade de bens passe a ser julgada pelo STJ

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que rejeite recurso do ex-diretor de Operações do Comitê Rio-2016, Leonardo Gryner, contra o bloqueio de seus imóveis e bens móveis. Ele é réu acusado de corrupção e organização criminosa pela Força-tarefa Lava Jato/RJ a partir da Operação Unfair Play, que apura crimes na votação no Rio como cidade olímpica em 2009. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que tinha restringido o bloqueio (de até R$ 1 bilhão, originalmente, para o limite de 30% da receita de suas empresas), julgará em breve se encaminha ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o recurso especial de Gryner contra a indisponibilidade de bens.

Em manifestação ao Tribunal, o MPF na 2ª Região (RJ/ES) refutou o pleito do réu por avaliar que a defesa busca rediscutir a matéria, o que implicaria uma nova análise das provas, vedada em recursos especiais. De acordo com a procuradora regional da República Silvana Batini, do Núcleo Criminal de Combate à Corrupção, a súmula 7 do STJ pacificou o entendimento de que essa via não admite a pretensão de simples reexame de prova.

O bloqueio de bens visa a garantir a reparação de danos aos cofres públicos ao final do processo. Nos autos da ação da Operação Unfair Play, o MPF considerou que Gryner não se desvinculou de fatos sobre os quais há provas robustas de sua participação em uma organização criminosa com o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e o empresário Arthur Soares.