Praia de Botafogo tem água e areia imundas

MEIO AMBIENTE

Grande quantidade de detritos e uma língua negra davam ontem um péssimo aspecto ao car tão-postal da Zona Sul

José Luiz de Pinho

Cartão-postal do Rio que tem como pano de fundo o belo vi - sual do Pão de Açúcar , a Pr aia de Botaf o go par ecia um br ejo on - tem, com detritos na ar eia e uma língua neg r a próximo à água. O

JB

ouviu ór gãos do estado e do m unicípio par a sa ber os mo - ti v os do péssimo estado da ar eia, que torna o aspecto da quase sempr e deserta Pr aia de Botaf o go ainda mais sombrio . Responsáv el pela limpeza da ar eia da pr aias, a Comlurb inf ormou que o ser viço é feito diariamente, mas que os pró- prios fr equentador es não con- tribuem. – Não se pode diz er que a maré tr az o lixo , por que essa pr aia é de água par ada – alegou uma as - sessor a. – É f alta de consciência e educação de algumas pessoas. T em gente que jo ga lixo no c hão , mesmo perto de uma coletor a. Já a Secr etaria Municipal do Meio Ambiente, r espon - sáv el por analisar as condi - ções da ar eia das pr aias, atri - bui às últimas c huv as o qua - dr o de ontem. – Cho v eu a madrugada intei- r a de hoje (ontem) e, quando isso acontece, a a r eia fica im- própria por 24 hor as após o tér- mino da c huv a – inf ormou a as- sessoria do ór gão . Ca be ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) f a z er o mo- nitor amento e o ger enciamen- to da qualidade da água da Pr aia de Botaf o go . E, de acor do com o boletim de balnea bili- dade da água emitido dia 25 (anteontem), o banho não é r e - comendável. Mas não só o péssimo estado da água tur v a, que espanta o pú - blico . O lixo também afugenta. Tênis, c hinelo , garr af as de óleo , r efriger ante, deter gente, latas, sacos plásticos e um f one de ou - vido podiam ser vistos espalha - dos pela ar eia. – É um crime. P or isso , essa pr aia está a bandonada – lamen - tou o aposentado Élton Nunes, que passa sempr e por ali.

Fotos de Vítor Silva

CONTRASTE

– Tênis velho e muito lixo diante do Pão de Açúcar

MEDO

– Pouca gente se ar risca a chegar per to da língua negra da praia