As cabeças do Bope

Rio

Continua na página seguinte.

SEGURANÇA

Psicóloga e pedagoga escolhem homens que podem integrar a tr opa e trabalham em favelas pacificadas

Maria Luisa de Melo

De batom acobr eado , ar gola dour ada e salto alto , lá v ai a tr o - pa feminina do Batalhão de Oper ações Especiais. P edago ga e psicólo ga dos homens da tr opa de elite da PM do Rio , a dupla Rosemar y de Car v alho e tenen - te Bianca Cirilo tem atuado em com unidades pacificadas há cer ca de um ano . P ar a elas, os homens do Bope só são trucu - lentos quando há necessidade e a pacificação tem sido capaz de de v olv er a autoestima aos mo - r ador es de f a v elas do Rio . – Numa quadr a de escola de samba no Morr o do Andar aí (Zona Norte) uma m ulher pe- diu a pala vr a dur ante uma r e u- nião da polícia com os mor a - dor es e disse que tinha desco- berto que a cor da paz er a o pr eto , cor da f ar da do B ope, e não br anca, como ela ha via imaginado a vida inteir a – con- ta, emocionada, a pedago ga. P a r a f a miliarizar pr ofesso- r e s e alunos com a no v a r e a- lidade das f a v elas ocupadas pela polícia – pr esença da PM e não mais de tr aficantes de dr o gas – Rosemar y tem se r e u- nido com educador es de esco- las das f a v elas pacificadas. Os dir etor es são con vidados a vi- sitar a sede do batalhão , em Lar anjeir as, e a desen v olv er um tr a balho conjunto . – Quer emos mostr ar que, ago - r a, o Estado está ao lado da po - pulação , e não contr a ela. Sem dar detalhes da seleção dos homens da tr opa mais r es - peitada da PM, Bianca conta apenas que par a ser um

ca veir a

é necessário aliar atenção , in - teligência e v er satilidade. – T em que ser sensív el sem per der a dur eza. A nossa pr e - par ação é no intuito de dosar a sensibilidade do policial.

Vítor Silva

BIANCA E ROSE

– Para elas, o soldado do Bope deve ter sensibilidade