T rânsito em foco

-->Celso Francoeducacaojb.com.br-->Reféns da vaidade-->T omei conhecimento , atr a vés da mídia tele visi v a, de uma e x - celente r eportagem sobr e o mal da f alta de mobilidade urbana que atinge as nossas maior es cidades. V inha ilustr ada com imagens impr essionantes e uma competente análise técnica de um pr ofessor , especialista no r a - mo , enf ocando os pr ejuíz os par a a vida do carr o e do seu mo - torista, principalmente, os fi - n a n c e i ro s . A f alta da mobilidade urbana, tr aduzida nos constantes conges - tionamentos, é uma -->doença -->que r e - quer dois tipos de tr atamento: um cirúr gico e o outr o clínico , enquan - to o primeir o não c hega. O g r ande mal desta -->doença -->é o entupimento das vias de cir culação , pr o v ocado pelo e xcesso de carr os utilizados, err oneamente, como meio de tr ansporte par a o tr a balho , e não apenas par a o laser , g r aças a f alta de um tr ansporte de massa, digno do nome. Dentr o deste enf oque, é necessária uma -->dieta -->de carr os par - ticular es que só tr ansportem o seu motorista, nas hor as de pico (cer ca de 95% dos casos). Como o pr ojeto UR V , que se baseia na criação de uma “taxa e congestionamento” par a este tipo de usuário do carr o . E um “pedágio inteligente” par a os que aderir em ao pr ojeto UR V , do tr ansporte solidário entr e donos de carr os que se conheçam, li vr an - do-os do pagamento desta taxa. T o - do o contr ole é eletrônico e i n - f ormatizado , à pr o v a de fr aude. O sistema é capaz de r eduzir o nú - mer o de carr os, nas hor as de pico , entr e 50 e 80%, além de criar sub - sídios par a o tr ansporte público . Este é o tr atamento clínico . Quanto ao cirúr gico , bem mais car o , tr a - ta-se da construção do metrô sub - terrâneo e/ou a implantação do BR T , apr o v eitando os ônibus. T o - dos os especialistas, bem mais e x - perimentados do que os que ocu - pam car gos públicos, concor dam com este enf or que e esta solução , e não se cansam de emitir publica - mente esta sua opinião . Infeliz - mente, não são ouvidos por aque - les que detêm o poder , “por ca - pric ho ou pr esunção”, como can - ta v a Amália Rodrigues, no f ado -->Perseguição -->. Acr escente-se a este sentimento a co v ar dia política e a mediocridade de alguns políticos ocupantes do poder em não que - r er em “nem ouvir f alar nesta so - lução”. F oi o caso do pr efeito Kas - sa b, de São P aulo , que, ao ouvir esta sugestão do competente en - genheir o especialista Scaringella, então pr esidente da CET -São P au - lo , a ele le v ada, baseada em quatr o hor as de r eunião sobr e o pr ojeto , que ti vér amos dias antes, f oi r e - pelida da f orma citada: “Não quer o ouvir f alar neste assunto”. Pr efer e os 260 km de congestionamento , infelizmente, contumaz es na sua cidade. F icamos assim, nós, os moto - ristas, principalmente os pau - listanos, vítimas da v aidade pr esunçosa e, plagiando W iston Chur c hill: “Nunca, na história do trânsito urbano , tantos so - fr er am tanto , r eféns da v aidade de tão poucos”.-->Divulgação