Símbolos da paz são pombos da discórdia

-->Viveir os suspensos em praça na Lagoa geram crise entr e vizinhos-->José Luiz de Pinho-->A imagem deles simboliza paz, harmonia, mas há contr o vér sia e quem os deteste. Chegam a ser r otulados como “r atos de asas” por quem os consider a agentes da tr ansmissão de doenças. Mas os pombos da discór dia têm quem os defenda com unhas e den - tes. Como a psicólo ga Lúcia Maria V an Er v en Estrêla de Mor aes, vi - ce-pr esidente da ONG SOS A v es e Companhia, que tem sede no apar - tamento dela, na Lagoa. Mor ador a do Edifício Solar Santa Mar garida Maria, na Pr a- ça F onte da Saudade, Lúcia con- seguiu junto ao Centr o d e Con- tr ole de Zoonoses, da pr efeitur a, a instalação de um spa par a os combatidos pombos. São três g r andes vi v eir os er- guidos na Pr aça F onte da Sau- dade, que acomodam cer ca de cem pombos, dos quais ela cuida como se f ossem seus filhos. Uma luta que já lhe r endeu inúmer as brigas na J ustiça por causa de vizinhos insatisfeitos com a pr esença das a v es nas janelas e ar -condicionados dos prédios ao r edor da pr aça. Há 11 anos mor ador a no mesmo prédio da “mãe dos pombos”, a médica r adiolo gista Adriana Mel- lo r epudia o hábito da psicólo ga. – Alimentar pombo não tá com nada. São r atos de asas e poços de doenças, principalmente par a crianças – critica Adriana. – É um a bsur do . G ato e cac horr o v ocê ainda v acina. Já pombo , não . E está sempr e dando cria. A administr ador a de empr esas Mar garida F ilo gonio , também mor ador a do prédio , onde fica a sede da ONG, r epudia do mesmo jeito os vi v eir os dos pombos. – S empr e fui a v essa a pombo . Eles tinham que ter um lugar ade - quado par a vi v er em. Não aqui, por - que são tr ansmissor e s de inúmer as doenças – pr otesta. – Além disso , sujam tudo com fez es. Mas há quem os defenda. Como a ar quiteta Catharina Monteir o . – Não v ejo mal algum que a Lúcia cuide dos pombos. Se eles fiz essem mal, não ha v eria pombos em várias pr aças de cidades da Eur opa – ar - gumenta Catharina.-->“Mãe dos pombos” se defende dizendo ter abaixo-assinado-->Lúcia Estrêla se defende das acusações dos vizinhos. Embor a tenha e vitado f otos alimentando as a v es na pr aça e de documentos inocentando os pombos de ser em tr ansmissor es de doencas, a psi- cólo ga gar ante: – T enho um a baixo-assinado com 45 assinatur as de v eterinários, com carimbo do Conselho Regional de V eterinária (CR V) afirmando que os pombos não são tr ansmissor es dessas doenças que f alam por aí – sublinha Lúcia Estrêla. A psicólo ga f ala de sua paixão pelas a v es: – Desde que me entendo por gente, sempr e gostei de cuidar desse tipo de bic ho . T anto que tenho até um termo de compr o- misso com o Cor p o de Bombeir os, que me tr az em a v es doentes par a eu cuidar e, depois, de v olv er à natureza.-->V e terinários fazem alerta para evitar contato com as aves-->Estr eptococose (vírus que afeta o cér e br o), criptococose (fungos que se pr ocriam g r aças às fez es r essecadas dos pom - bos), to xicoplasmose, entr e ou - tr as doenças, são atribuídas ao contato do ser humano com os pombos. Embor a Lúcia Estrêla os de- fenda, alguns v eterinários r eco- mendam que adultos e, princi- palmente, crianças e vitem a pr o- ximidade com este tipo de a v e. – Principalmente em ambien- tes fec hados. Além disso , os pom- bos têm um tipo de piolho , que pode causar lesões no cér e br o – ad v erte o médico-v eterinário An- der son Batista Me y er . A médica-v eterinária Raquel Dor a v anti também alerta: – A par entemente, o pombo é uma a v e inofensi v a , m as, poden- do e vitar o contato , é bom.-->SP A DOS POMBOS -->– T rês viveir os ao ar livr e dão um toque bucólico à praça. Catharina defende os bichos -->REPÚDIO -->– Adriana critica aves -->INDIGNAÇÃO -->– Mar garida também