Inter: China muda comando; Japão: fim à energia nuclear 

Na Ásia, os destaques do noticiário internacional na Ásia ficaram para a troca do poder na China, o anúncio japonês de que deve acabar com seu programa nuclear até 2040 e os lançamentos de mísseis de longo alcance pela Coréia do Norte. A questão causa tensão na comunidade internacional, especialmente por conta do país ser um dos mais fechados do planeta. 

China: mudança no comando

Em novembro deste ano, o mundo parou para assistir à já programada mudança do comando do Partido Comunista da China. Após dez anos no poder, o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao deram lugar a Xi Jinping e Li Keqiang, respectivamente, na direção da legenda em seu XVIII Congresso. Em maio de 2013, ambos também serão substituídos nos cargos políticos. Jiping é vice-presidente do Estado chinês desde 2008.

Em novembro, o político Sun Zhengcai foi nomeado chefe do Partido Comunista em Chongqing, maior metrópole chinesa. Ele substituiu Bo Xilai, que protagonizou um dos maiores escândalos políticos do país após envolvimento de sua mulher no assassinato de um empresário britânico. 

O dissidente chinês Chen Guangcheng chegou a Nova York em maio deste ano, após escapar da prisão domiciliar e se refugiar na embaixada americana em Pequim. Chen investigou as esterilizações forçadas e abortos tardios impostos pela política de filho único na China. 

Japão: Fim da energia nuclear e embargo

Após o desastre de Fukushima, em março de 2011, o Japão fechou em maio o seu último reator nuclear em funcionamento. Com isso, o país ficou sem nenhuma energia atômica pela primeira vez em mais de quatro décadas. Em setembro, o governo anunciou os planos de abandonar o uso de energia nuclear até 2040. 

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Em dezembro, o país asiático embargou a importação de carne bovina vinda do Brasil. A medida foi adotada após confirmação de um agente causador da "doença da vaca louca" em uma vaca que morreu no Paraná em 2010. O Brasil notificou a ocorrência à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Contudo, o órgão afirma que a morte não foi causada pela doença, porém, outros países aderiram ao boicote. 

Coreia do Norte: mísseis e tensão internacional

A Coreia do Norte por duas vezes lançou mísseis de longo alcance em 2012. A primeira tentativa, em abril, não obteve êxito e o armamento acabou caindo no Mar Amarelo segundos após a decolagem. Ambas as iniciativas criaram grande tensão na comunidade internacional. O Ministério da Defesa do Japão acionou em abril um sistema antimíssil capaz de proteger os cerca de 35 milhões de sua capital, Tóquio. 

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No plano político, Kim Jong-un, que assumiu o poder na Coreia do Norte após a morte de seu pai em 2011, promoveu um gradual relaxamento na legislação. Segundo uma pesquisa do jornal britânico Daily Mail, entre as mudanças estiveram a permissão para que os norte-coreanos adquiram celulares, consumam comidas anteriormente proibidas - como pizza, hambúrgueres e batatas fritas - e as mulheres usem calças.