Retrospectiva: UFC se consolida no Brasil

Nomes como Anderson Siva, Minotauro e José Aldo se destacaram em 2012

O futebol ganhou um novo concorrente na luta para lotar eventos esportivos no Brasil. As Artes Marciais Mistas(Mixed Martial Arts,ou MMA) se consolidaram no país através de três eventos no Brasil (dois no Rio de Janeiro e um em Belo Horizonte).

E a tendência é que 2013 seja ainda melhor para fãs de Silva, Minotauro, José Aldo e muitos outros: 13 novos eventos da marca devem ser realizados no Brasil, incluindo novos mercados como o nordeste brasileiro. 

O próximo evento do UFC no país já está marcado para o dia 19 de janeiro, em São Paulo. Vítor Belfort irá enfrentar o inglês Michael Bisping na categoria médio(até 84kg) no UFC on FX 7.

Quase astro duas vezes

José Aldo foi a estrela do primeiro UFC realizado no Brasil em 2012, realizado em 14 de janeiro. Defendendo o cinturão dos pesos pena(até 65kg), Aldo derrotou o americano Chad Mendes por nocaute na luta principal da noite, levando a HSBC Arena ao delírio. “Lutar no Brasil foi o momento mais emocionante da minha carreira, e tenho certeza que aparecerão outras oportunidades”, disse Aldo ao Jornal do Brasil.

E elas apareceram. A luta principal do UFC 153, novamente na HSBC Arena, seria dele contra Erick Koch, que se machucou durante a preparação, dando lugar a Frankie Edgar. Logo depois, no entanto, foi a vez de Aldo se machucar após um acidente de moto, dando adeus ao evento e à chance de vencer duas vezes em seu país no mesmo ano:

“Tive que aposentar a moto, se não a minha esposa e o Dedé (Pederneiras, treinador da Nova União) me matavam” brincou o manauara, que enfrentará Frankie Edgar em 2013. "Estou louco para mostrar meu muay thai", disse o atleta.

Minotauro emociona o Brasil

No UFC 153, antes da luta entre Anderson Silva e Stephan Bonnar, Minotauro enfrentou o americano Dave Herman. Após um combate tenso, apesar da nítida maior categoria do brasileiro, Minotauro finalizou o americano com uma chave de braço, respondendo no octógono às provocações de que o jiu-jitsu não seria capaz de derrotá-lo:

“O melhor foi ter retornado diante do público brasileiro, é uma energia fora do comum. Agradeço muito a todos que confiaram em mim, principalmente o público carioca. Apesar de baiano de nascimento, me considero carioca”, disse o ídolo, destacando que o próximo ano pode ser ainda melhor para o esporte. “O povo brasileiro está começando a se habituar com o esporte, estamos criando vários ídolos, a tendência é crescer mais e mais”, finalizou.