Crítica: 'A hora da escuridão'

O filme blockbuster da vez chegou e a cidade da vez para ser destruída agora é Moscou. A Hora da escuridão, do diretor Chris Gorak de 2006 Toque de recolher não tem, a partir do seu roteiro e produção, o menor trabalho de tentar fazer algo criativo ou diferente no já batido tema dos filmes de catástrofe.  

Misturando terror com alienígenas comedores de energia, patriotismo tosco, loura burra que vai morrer obviamente, junto com o melhor amigo do protagonista e, o que é pior, efeitos sem nenhuma novidade, o filme torna-se uma imensa monotonia e tédio ao se assistir. 

O roteiro ainda tenta forçar um clima de terror que não assusta ninguém e os efeitos em 3D não fazem o menor sentido de ser. Quem optar por assistir em 3D vai se sentir enganado e roubado. O protagonista Emile Hirsch - do ótimo Na natureza selvagem retrocede artisticamente ao fazer um adolescente inconsequente e débil que através da adversidade e uma falsa noção de patriotismo cresce em um artificial heroísmo. 

A clássica história de se tentar salvar parte do resto do mundo para depois repovoar como na bíblica história da Arca de Noé - tarefa dividida com agora os amigos russos - é tão estereotipada que chega a ser um dos melhores momentos para se rir: a arca virou um submarino nuclear. A proposta de entretenimento não acontece, resultando num filme ruim e que não vai agradar nem aos que gostam do gênero. 

Cotação: º (Ruim)

>> Locais em que o filme está em exibição entre 10 e 16 de fevereiro

Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2: 18h40, 20h40 (dub).  

>> Programação de Cinema completa de 10 a 16 de fevereiro