Festival de Cinema 4 + 1

O festival no CCBB reúne filmes de projeção não exibidos no circuito comercial

FESTIVAL DE CINEMA 4+1 - Promovido e organizado, desde 2010, pela Fundación Mapfre de maneira simultânea na Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha e México, o festival tem por  principal finalidade  resgatar títulos significativos do cinema de autor atual que, apesar de participarem dos principais concursos cinematográficos mundiais, sendo muitas vezes premiados, não chegam ao circuito de salas comerciais de cinema. O Festival concede um único prêmio: Prêmio do Público 4+1 ao Melhor Filme, decidido através da votação dos espectadores dos  cinco países. Centro Cultural Banco do Brasil, Rua Primeiro de Março, 66, Centro (3808-2020). Sala de Cinema 1: 102 lugares. Grátis, com retirada de senhas uma hora minutos antes de cada sessão. Até 30 de outubro. Confira abaixo a programação de quarta (26/10) e quinta (27/10).

4ª (26/10), às 12h: Asalto al cine, de Iria Gómez Concheiro (filme fora do concurso / México, 2010. 110 min. 16 anos).  Quatro amigos planejam um assalto a um cinema para passar o tempo. O roubo é um sucesso, mas acaba pondo em risco aquilo que lhes unia desde a infância: sua amizade.  O filme recebeu o Prêmio Cinema em Construção Casa de América durante o 58º Festival de San Sebastián e o Ciné Cinéma  Award no Festival de Cinema Latino-americano de Toulouse.

4ª (26/10), às 14h30: Lucía, de Niles Atallah (seção oficial / Chile, 2010. 80 min. 12 anos). Três personagens: um pai, uma filha e uma casa. O silêncio e o desgosto se instalaram em suas vidas. Através da observação de suas rotinas diárias, Lucía invoca os fantasmas de uma geração, a extensa sombra do ditador morto, uma ausência ainda presente. O filme foi um dos grandes ganhadores da edição 2011 do Festival de Cinema Latino-americano de Toulouse, além de Prêmio de Melhor Diretor no Festival de Valdivia e o Prêmio de Melhor Cinematografia no Festival de Cinema B de Santiago do Chile, ambos em 2010.

4ª (26/10), às 17h: Curling, de Deniis Cote (seção oficial / Canadá, 2010. 92 min. 16 anos). A relação entre um pai e uma filha que vivem no meio de um congelante nada. A dupla, dependentes um do outro e controlados pelo obsessivo medo do pai à mudança, viverá um click emocional que lhes fará sair da rotina para abrir-se com curiosidade ao que está por vir. Leopardo de Plata de Melhor direção no Festival de Cinema de Locarno e Menção Honrosa no Festival Internacional de Cinema de Vancouver

4ª (26/10), às 19h: Pandora and the Flying Dutchman, de Albert Lewin (filme de abertura / Inglaterra, 1951. 122 mim. 14 anos). Produzido fora do sistema dos estúdios de Hollywood, o filme-cult constrói uma lenda moderna apoiando-se em antigos mitos como o do "navio fantasma", com Ava Gardner transfigurada na mulher que redime o Holandês Voador da maldição que o cerca.

5ª (27/10), às 10h30: Genpin, de Naomi Kawase (convidada de honra / Japão, 2010. 92 min. 16 anos). Documentário que retrata a fascinante experiência da preparação para o parto natural vivida por um grupo de mulheres no Japão. Sob a direção do Doutor (e guru) Yoshimura, as mulheres meditam, acolhem e mergulham no que significa ser mãe, aceitando inclusive o pior que pode acontecer: a perda. Prêmio FIPRESCI da crítica internacional no 58º Festival de San Sebastián.

5ª (27/10), às 12h: Mundane history, de Anocha Suwichakornpong (seção oficial / Tailândia, 2009. 82 min. 16 anos). Um enfermeiro cuida de um garoto deficiente em uma casa grande e vazia; debaixo do mesmo teto mora também seu pai, com quem ele não conversa. Parece uma história simples, no entanto, trata-se de um filme carregado de muitos significados. Prêmio IFA (Intercultural Film Award) no Festival Independente de Berlim, o de Melhor Direção no Festival de Mumbai, o Primeiro Prêmio no Festival da Transilvânia e o Tiger Award na seção principal do Festival de Rotterdam, todos em 2010.

5ª (27/10), às 14h30: Morgen, de Marian Crisan (seção oficial / Romênia / França / Hungria, 2010. 100 min. 12 anos). Selecionado pela Romênia para competir ao Oscar na categoria de Melhor Filme de Língua não inglesa, Morgen é prova de que o cinema não perdeu sua capacidade de denunciar, documentar e falar de política, sem deixar de ser cinema. Com um refinado humor, e sem perder de vista o contexto de uma Europa que olha com receio àqueles que anseiam nela trabalhar se destaca como um filme de amizade e ao mesmo tempo como denúncia social. Prêmio Quijote no Festival de Locarno.

5ª (27/10), às 17h: Tilva Rosh, de Nikola Ležai (seção oficial / – Sérvia, 2010. 102 min.16 anos. Sob o ruído das bombas balcânicas, no último verão de suas adolescências, dois amigos de infância e seu grupo de skatistas respondem com sentimentos conflitantes - raiva, melancolia, violência e desilusão - perante a precariedade existencial de um futuro que lhes parece impossível. Prêmio Especial do Júri no Festival de Gijón e os Prêmios de Melhor Ator e de Melhor Filme, em Sarajevo

5ª (27/10), às 19h30: Nostalgia de la luz, de Patricio Guzman (seção oficial / França / Alemanha / Chile, 2010. 90 min. 14 anos). Patricio Guzmán viaja ao norte do Chile, às áridas terras do deserto do Atacama, para conectar dois pontos tão distantes no espaço, quanto próximos no seu trabalho sobre a memória: a astronomia e a busca dos cadáveres daqueles que sofreram a represália da ditadura de Pinochet. Prêmio François Chalis em Cannes e o Prêmio de Melhor Documentário em Abu Dhabi. Além disso, obteve Menção especial do Júri nos festivais de Ronda e Sheffield, e Melhor Prêmio do Público em Toronto A Academia de Cinema Europeu lhe concedeu o Prêmio ao Melhor Documentário Europeu em 2010.